Relatório Sobre a Palestra realizada
no Auditório 01 do IESB OESTE/ Coordenação de Pedagogia E Apresentação
Simbólica do Corpo Docente
Coordenadora do Curso de
Pedagogia: Profa. Ma. Paula Fernanda Melo Rocha
Tema:
Turna: 1° A de Pedagogia
Discente: Raimundo Nonato Nery de Sousa
Disciplina: História da Educação e da Pedagogia
Docente: Profa. Gilvanir Fernandes
Resumo
Por:
Stela Renata de Lima Camara
Relatório do filme “A Missão”
Dirigido por Roland Joffé e escrito por
Robert Bolt, o filme A Missão é uma obra inglesa de 1986, baseada em fatos
reais, e trata da época da expulsão dos jesuítas do reino português devido à
crise nas relações entre Coroa portuguesa e a Companhia de Jesus. Irmão Gabriel
(Jeremy Irons) é um padre jesuíta designado à Missão de São Carlos logo depois
da morte de um padre. No meio dos índios guaranis, desarmado, ele é aceito por
aquele povo por conta da música que tira do seu oboé, e é levado até onde estes
residem. Lá ele reinicia o trabalho de evangelização dos índios. Rodrigo
Mendonza (Robert De Niro) é um mercador de escravos que tem sua vida mudada
completamente após cometer um crime passional: tira a vida do próprio irmão,
Felipe Mendonza (Aidan Quinn), por conta de uma mulher, Carlota (Cherie
Lunghi). Como se tratou de um duelo, ele permanece em liberdade. Todavia,
movido pelo sentimento de auto-punição, exila-se por conta própria em um
mosteiro. Entretanto, ele aceita o convite do irmão Gabriel para retornar com
ele à Missão de São Carlos – ou seja, a estar do lado daqueles “seres” que
antes caçava. Com o passar do tempo, o convívio com os índios vai transformando
Mendonza, a ponto de ele se tornar um jesuíta. Os jesuítas são convocados a
defender sua permanência numa corte, que seria analisada por Altamirano (Ray Mc
Anally), funcionário da Coroa portuguesa. O território ocupado pelas missões
está em vias de passar a pertencer aos espanhóis: que podem escravizar os
índios, ao contrário dos portugueses. Antes de dar seu parecer final,
Altamirano decide visitar as missões para conhecer o trabalho dos jesuítas na
América do Sul. Ele visita várias missões e, em meio a uma indecisão, irmão
Gabriel o convida a conhecer a Missão de São Carlos. Todavia, o destino das
missões já estava traçado antes da corte ser iniciada: os jesuítas deveriam
retirar-se do território ou serem massacrados por um exército. Todas as
tentativas de persuadir os índios de se retirarem das missões são malogradas, e
na missão de São Carlos, Mendonza abdica de seu voto de obediência jesuítica para
liderar uma resistência. Irmão Gabriel se opõe, e decide ficar na missão sem
lutar. No final, todos são dizimados: tanto o valente Mendonza – que
recebe o primeiro tiro tentando salvar a vida de algumas crianças –, quanto o
pacato irmão Gabriel – que é morto com o corpo de Cristo em suas mãos. E assim
se faz a vontade dos homens, que se julgam seres os porta-vozes da vontade de
Deus. Enfim, muitos falam das missões jesuíticas apenas por seu caráter
evangelizador, no seu papel na quebra da identidade indígena. Mas o que moveu a
Coroa portuguesa a expulsar os jesuítas não foi a preocupação com os índios, é
óbvio, e sim questões políticas. Após a descoberta do Novo Mundo, os habitantes
do paraíso só podiam ter três destinos: ou perder seus costumes e crenças para
uma nova cultura, em nome de Deus; ou serem escravizados como animais
selvagens; ou serem dizimados pelos colonizadores.
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