sábado, 30 de janeiro de 2016

Arte da Comunicação

Por Adriana Almeida January 30, 2016 Ao ler a respeito deste tema pode ser que você não se identifique, mas não tenho dúvidas que se lembrará de pelo menos um colega, amigo, familiar ou conhecido. Se você está no Brasil e faz parte do time de profissionais que não leva muito jeito para fazer suas apresentações corporativas utilizando termos em inglês, não se preocupe! Não são todos que enxergam neste tipo de postura um diferencial. Quando digo que não são todos é porque de fato há um grupo de profissionais fascinados por substituir uma boa parte do seu vocabulário, dificultando inclusive a boa compreensão dos que o assistem. O que temos que nos lembrar é que a boa e velha máxima é bem aplicável para este tipo de atitude: “Tudo em exagero, não é bom”. Portanto o alerta é para que os “fanáticos” por substituir palavras que poderiam ser ditas no idioma português para o idioma inglês, estejam atentos a algumas dicas importantes: Se o termo em inglês é técnico e/ou usual pela maioria das pessoas dentro da empresa que você trabalha, você deve também aprender e utilizar. Isso é importante para facilitar a sua comunicação com os seus pares, subordinados e líderes. Afinal, se tornou parte da linguagem interna da companhia. Se é um termo ou uma expressão muito utilizada no mercado global, mas não dentro da empresa que você trabalha, tome cuidado! Você até pode vir a utilizar quando conversar com grupos específicos de pessoas, mas muito provavelmente não deva aplicar com a grande maioria dos profissionais que conhece. Se você tem contato com tais expressões somente ao assistir filmes em Inglês ou quando faz uma viagem para o exterior, atenção! Você não precisa introduzir esse novo vocabulário na sua comunicação diária com as pessoas. A sua “empolgação” em dividir o que aprendeu com quem que não lhe compreenderá, pode lhe proporcionar falhas graves de comunicação. Uma coisa é você esbanjar o seu inglês coloquial ou mesmo formal em ambientes adequados para tal. Como por exemplo em reuniões internacionais com grupos de extrangeiros ou mesmo dentro do seu país entre colegas que você tem absoluta certeza que o compreenderão. Outra coisa é você perder os limites e o equilíbrio da sua comunicação e por simples vaidade introduzir palavras que não são compreensíveis ao grupo com o qual você se comunica. Além de esta não ser uma alternativa funcional ela certamente vai lhe expor publicamente. Utilizar gírias ou abreviações usuais no idioma inglês enquanto você se comunica com brasileiros que não o fazem, é ainda mais complicado. Incluir palavras desconhecidas por muitos em e-mails, mensagens ou mesmo quando fala ao telefone, não é também recomendável. Ao contrário do que muitos pensam, os indivíduos mais bem sucedidos são aqueles que conseguem se comunicar de forma eficiente, muitas vezes utilizando uma comunicação simplista. Exercer a boa comunicação não necessariamente significa rebuscá-la e pode ser inclusive classificado como arrogância e falta de empatia. Apesar de estarmos focados neste artigo em falar sobre o cuidado com termos em inglês, isso também se aplica ao próprio português, muitas vezes incompreensível ao público para o qual você se direciona. Se comunicar bem por si só já é um grande desafio. Não busque formas de dificultar ainda mais essa missão, comum a todos!

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