sábado, 28 de abril de 2012

Pedablogia: Blogs, Pedagogia, Educação, Tecnologias e Projetos





Pedablogia: Blogs, Pedagogia, Educação, Tecnologias e Projetos

Fundamentação, Métodos, Dicas, Pesquisas e Discussões para o uso de Blogs em Educação

COMO A  LDB TRATA OS PROFISSIONAIS DE ENSINO


Prof. Ms. Vicente Martins. vicente.martins@uol.com.brl

Docente na Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA)
Mestre em Educação pela Universidade Federal do Ceará
Graduado e Pós-Graduado em Letras pela
Universidade Estadual do Ceará




A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) dá diferentes títulos aos profissionais de educação escolar: professores, docentes e profissionais de ensino. O que pode estar por trás dessa nomenclatura do ponto de vista do legislador e dos que atuam no campo educacional? Que incumbências são outorgadas aos docentes dos estabelecimentos de ensino?
No meio social, professor é todo que ensina uma ciência, uma arte, uma técnica, uma disciplina. É um termo bastante abrangente e equivalente a mestre, este, mais utilizado no período imperial, por força da Constituição de 1824 e da Lei de 15 de outubro de 1827 que chamavam mestres todos aqueles que exerciam uma “cátedra”.
À luz da legislação federal, todos aqueles profissionais de educação escolar, em particular, os das redes oficiais de ensino, que ingressam, no serviço público, através de concurso público de provas e títulos, são, portanto, detentores de cargos públicos, e, por isso, têm incumbências enumeradas ou responsabilidades explicitadas pelo Estado.
No inciso VII, do artigo 3º da LDB, no âmbito dos Princípios e Fins da Educação Nacional, o concurso público, princípio de ensino, é uma forma de valorização do profissional dos que trabalham no magistério oficial. No referido inciso, ainda podemos cogitar a possibilidade de entendermos o espírito da lei de dar um sentido mais genérico à figura do profissional da educação escolar, o que englobaria, no nosso entendimento, não apenas aqueles que estão atuando em sala de aula, ministrando aulas, mas que fazem parte da escola, como servidores que trabalham como porteiros, secretários escolares, coordenadores pedagógicos ou diretores da escola.
A LDB, assim, ao referir-se aqueles que profissionais que têm cargos efetivos de professores os chamam de docentes. A escola, por sua vez, zelando pela valorização profissional de educação escolar, tem a incumbência inalienável de envolver os docentes no seu processo de construção ou gestão escolar.
No inciso IV, do artigo 12 da LDB, os estabelecimentos de ensino receberam a incumbência de velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente. Assim, na organização nacional da educação nacional, os docentes são importantes agentes no projeto pedagógico da escola, o que exige da parte da gestão escolar, o zelo pelo seu plano de trabalho docente, o PTD, que deve ser, por sua vez, afinado (não necessariamente atrelado a) com a proposta pedagógica da escola.
O artigo 13 da LDB é reservado exclusivamente aos docentes. Pelo menos, são seis as incumbências dos docentes, isto é, dos profissionais de ensino que têm cargos ou funções específicas ou especializadas na escola.
A primeira incumbência magisterial, prevista no inciso I da artigo 13 da LDB, determina que cada docente deva participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino. A participação ativa do docente se faz necessária à elaboração da proposta pedagógica uma vez que a escola, efetivamente, só se realiza, enquanto estabelecimento de ensino, com a presença física dos docentes, ou seja, de profissionais da educação escolar que, habilitados, em nível de educação superior, na área de sua atuação profissional, são, regularmente, contratados ou admitidos na atividade de magistério, respaldando, pois, legalmente, a instituição escolar.
A segunda incumbência magisterial, prevista no inciso II da artigo 13 da LDB, determina que cada docente deva elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica do estabelecimento de ensino. O plano de trabalho docente é, ao certo, uma das atividades mais acadêmicas, produtivas e interessantes dos profissionais de ensino. A partir do plano de trabalho, o docente pode assinalar, no período letivo, suas metas curriculares e educacionais. Por exemplo, é a oportunidade de o docente propor e perseguir metas como o fim da evasão escolar e melhorar a qualidade do seu serviço educacional através de uma didática eficiente e eficaz, que tenha por principal finalidade o desenvolvimento da capacidade de aprender e de aprendizagem dos alunos.
A terceira incumbência magisterial, prevista no inciso III da artigo 13 da LDB, prescreve que cabe ao docente zelar pela aprendizagem dos alunos. Aqui, decerto, reforça, no processo ensino-aprendizagem, a aprendizagem como princípio do bom fazer pedagógico. O componente ensino, centrado no professor, refere-se à organização do material curricular a ser transmitido em sala de aula em prol da aprendizagem que, aqui, passa a ser entendida como a assimilação ou estocagem de conhecimentos e saberes historicamente acumulados pela sociedade.
A quarta incumbência magisterial, prevista no inciso IV da artigo 13 da LDB, diz que cada docente deve estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento. Mais uma vez, o aluno, nesse inciso, é o foco da atenção do processo ensino-aprendizagem.
O papel do docente é o de levar o aluno ao desenvolvimento das habilidades e competências requeridas pelo projeto pedagógico ou plano de desenvolvimento da escola.
Se os alunos deixam de aprender, nas condições de oferta de ensino, caberá ao docente assegurar as estratégias de recuperação, para que os alunos com dificuldades de aprendizagem superem seu menor rendimento, isto é, alterem as baixas notas que os reprovam ou que os levam ao fracasso escolar, convertendo-as em notas boas, dentro da média, que os aprovam e os promovam ao ano seguinte, segundo as regras estabelecidas pelo processo de avaliação.
A quinta incumbência magisterial, prevista no inciso V da artigo 13 da LDB, traz a seguinte responsabilidade para os que atuam no magistério: cada docente deve ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional. Um dia é considerado eletivo quando, no ambiente escolar, há a presença do aluno e do professor, o que quer dizer a garantia da presença física do professor e a permanência do aluno na escola. A noção de hora-aula sugere, por seu turno, dentro da tradição pedagógica, a aula presencial do professor; claro, utilizando-se, para isso, de todos os recursos dos jogos didáticos, da moderna tecnologia da informática educacional e a internet.
A sexta incumbência magisterial, prevista no inciso VI da artigo 13 da LDB, define a responsabilidade que cada docente tem de colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade.
Na essência do inciso VI do artigo supra citado, a lei parece indicar o grau de descentralização da escola, propondo, explicitamente, que os docentes devam se articular com as famílias e com as comunidades. Os desafios do professor passam a ser desafios também dos pais e da comunidade. Se o aluno deixa de aprender, a família, em tempo hábil, deve ser comunicada da situação do aluno, não apenas em se tratando das informações de avaliação escolar, mas de sua motivação, curiosidade e interesse de aprender, para que, em regime de co-responsabilidade educacional, participe do esforço docente de recuperar o aluno e não permitir sua retenção no processo educacional.
As comunidades, especialmente as religiosas, sociais e todas as outras formas de organização societária, que agregam e congregam as pessoas da vizinhança, devem ser convidadas a participar das agendas escolares, especialmente quando questões como a violência urbana, desemprego e desmotivação para aprender passam a ser ordem do dia dos agentes educacionais e a ter reflexos preocupantes para o futuro das crianças, jovens e adultos, dentro ou fora da escola.

Comentarei um caso de dislexia, em sala de aula, relatado por uma mãe de uma criança de 9 anos. O objetivo deste artigo é apontar a alfabetização carencial como uma das causas mais comuns de dificuldade específica em leitura e que exige da escola e dos próprios pais uma intervenção eficiente na idade ideal de aquisição leitora por parte dos educandos.
A mãe me relata o seguinte: “Tenho notado que meu filho de 9 anos, atualmente, cursando a 3ª série, apresenta dificuldade de leitura e tende a trocar letras como "b e d" e se confunde com o som de sílabas como "se e es", o que, segundo seu artigo, enquadra-se em um caso de dislexia pedagógica”.
O primeiro ponto a considerar é a idade-série da criança e, para tanto, tomarei como escala de referência o atual continuum da faixa etária ideal do ensino fundamental, previsto na Lei de Diretrizes Nacionais da Educação Nacional(LDB) e legislação educacional correlata. Aos 6 anos, a Lei diz que o aluno deve ingressar no ano inicial do ensino fundamental e, aos 14 anos de idade, concluir esta etapa da educação básica. Aos 9 anos de idade, portanto, o aluno deve estar na terceira série ou no quarto ano do ensino fundamental. Levando-se em conta este parâmetro nacional, observamos que a criança acima referida está na faixa etária ideal, o que já descarta o atraso escolar.
Mesmo sem o atraso escolar ou distorção idade-série é importante considerar um segundo ponto na análise do caso. Refiro-me à aquisição e ao desenvolvimento da habilidades lingüísticas básicas e instrumentais do ensino como leitura, escrita, fala e ortografia, necessárias para o desenvolvimento da capacidade de aprender e de aprendizagem, fins últimos do ensino fundamental.
A mãe afirma que a criança apresenta dificuldade em leitura, o que nos leva a supor dificuldade no reconhecimento das palavras. Em geral, o não reconhecimento da palavra, sobretudo na leitura em voz alta, decorre da falta de consciência fonológica, o que pode ser comprovado quando a mãe afirma haver, no déficit de leitura da criança, a troca ou permuta de fonemas /b/ e /d/, ambos oclusivos, e confusão na pronunciação de sílaba.
A troca de fonemas, no decorrer de leitura, decorre da falta de consciência fonológica. O déficit de consciência dos sons da fala afeta a leitura mas não necessariamente a fala, ou seja, uma criança pode não saber soletrar, decodificar, transformar letras em sons da fala, nomear as letras, separar ou apagar fonemas em uma palavra, déficits que tem implicações significativas na fluência leitora, mas nenhuma dessas deficiência poderá afetar a habilidade da fala.
A consciência fonológica deve ser trabalhada na fase de educação leitora, em que a criança aprende a ler com o objetivo de ler para aprender. Se a alfabetização é carencial, deficiente, a criança terá dificuldade de fazer o reconhecimento adequado das letras do alfabeto e das notações léxicas (til, cedilha, acentos agudo, grave etc) como representantes, no campo da escrita, dos sons da fala.
Sem o entendimento de que as letras representam os fonemas da língua materna (vogais, semivogais e consoantes) não há consciência fonológica, habilidade imprescindível à leitura acurada, uma consciência que, se apreendida, evitaria a leitura com hesitações na soletração ou dificuldade na transformação das palavras escrita em sons da fala.
A intuição da mãe de que a deficiência leitora da criança tem suas raízes na alfabetização deficitária pode ser observada quando diz que “ o processo de alfabetização do meu filho foi deficiente, pois ele não chegou a cursar o pré-primário, passou do 2º período pré-escolar diretamente para a 1ª série do ensino fundamental. Embora ele não tenha dificuldade
de compreensão e entendimento, apresenta uma leitura difícil e lenta, muitas vezes se perde durante a leitura de uma frase, como se apresentasse uma distração na hora de ler”.
Quanto a essa observação da mãe, importante é assinalar que a alfabetização em leitura não pode ser vista pela escola ou pelo pais apenas como um momento dentro da educação infantil, especialmente a pré-escola, que vai dos quatro aos cinco anos de idade. Também não menos importante afirmar que a educação infantil não é pré-requisito para o ingresso no ensino fundamental. A alfabetização em leitura pode começar na pré-escolar, mas seu lugar, enquanto ensino sistemático, deve ser o primeiro ciclo do ensino fundamental, isto é, do 1º ao 5º ano, ou, como se classificava anteriormente, da 1ª série à 4ª série do ensino fundamental.
Aos 9 anos, se a criança comete erros fonológicos, como a troca de fonemas na leitura ou a troca de letras na escrita ortográfica, é um forte indício que a consciência fonológica não está sistematicamente trabalha, o que poderá acarretar, no segundo ciclo do ensino fundamental, dificuldades progressivas na aprendizagem das práticas de leitura de textos e das práticas de produção de textos bem como das demais disciplinas do currículo escolar. 


Durante a leitura em voz alta, muitas crianças encontram dificuldade na articulação de vogais e consoantes nasais, o que as leva a não reconhecerem palavras com fonemas nasais. Sem reconhecimento das palavras, não há decodificação leitora, importante etapa no processo de leitura.

Os professores, quando não atentos ao valor dos sons nasais na prática da leitura de textos, torcem o nariz aos maus leitores, e os alunos, por sua vez, diante do fracasso leitor, ficam de nariz comprido.
Sem a produção dos sons nasais, belos textos, especialmente os poemas em versos, perdem todo seu encanto lírico, sua emoção, seu ritmo e a força de expressividade de suas rimas.
Durante as aulas de leitura, fazem parte do cardápio escolar a leitura de sonetos de poetas e poetisas brasileiros como Mário Quintana, Vinícius de Moraes, Cecília Meireles e Henriqueta Lisboa, autores que explicitamente exploram, em seus versos, vogais e consoantes nasais.
Um bom exemplo é o poema Canção de Garoa, de Mário Quintana em que o poeta diz: “ Em cima do meu telhado/ Pirulin lulin lulin,/Um anjo, todo molhado,/Solução no seu flautim/. Na estrofe seguinte o poeta continua a explorar os fonemas nasais: /O relógio vai bater:/As molas rangem sem fim./O retrato na parede/Fica olhando para mim./”. E na última estrofe conclui: “E chove sem saber por quê.../E tudo foi sempre assim!/Parece que vou sofrer:/Pirulin lulin lulin...”
Não apenas na leitura, mas já na aquisição da fala, as crianças percebem o papel da cavidade nasal na articulação dos sons da fala.
Na educação infantil, a articulação dos sons nasais, todos sonoros, são exigidos dos pequenos a exploração das cordas vocais situadas na laringe. A fisiologia do esforço articulatório dos sons nasais é a seguinte: durante a produção dos sons nasais, uma parte da corrente de ar expirado proveniente da laringe passa pelas fossas nasais, devido ao abaixamento da úvula e do véu palatino, causando uma vibração intensa nas fossas nasais.
Isso que dizer que a pronúncia dos sons nasais leva o véu palatino a ficar abaixado total ou parcialmente, permitindo que uma parte do ar pulmonar saia pelas fossas nasais, produzindo aí uma ressonância, cujo efeito auditivo é conhecido por nasalidade. 
As vogais nasais do Português
Na escrita, as vogais são representadas por dígrafos vocálicos nasais, na verdade, grupos de duas letras usados para representar um único fonema. No português são dígrafos nasais: am, an, em,en, im, in, on, om, um e u.
As consoantes nasais do Português
As consoantes nasais são fonemas sonoros (as cordas vibram) em cuja articulação o ar expirado ressoa na cavidade nasal por encontrar abaixados a úvula e o véu palatino, como /m/ na palavracama,/n/ em cana,/nh/ em lanho.
N, n
O valor fonético da letra ene – O n (ene) é a décima terceira letra e décima consoante do nosso alfabeto. Esta letra representa a consoante oclusiva nasal dental-alveolar, como em nó (diante de consoante ou em final de palavra, não é pronunciada como oclusiva nasal e freqüentemente não é pronunciada, nasalizando a vogal precedente, como nas palavras manso e hífen. 
M, m
O valor fonético do eme - O m (eme) é a letra que representa a consoante oclusiva nasal bilabial sonora como na palavra meu, camelo e morro. 
~
O til - Durante a aquisição e o desenvolvimento da leitura em voz alta ou a alfabetização em leitura, no ensino fundamental, o reconhecimento do til como um sinal diacrítico que nasala a vogal à qual se sobrepõe. O til, marcado nos textos medievais, desde o ano de 1632, é o sinal gráfico que na escrita confere a uma letra novo valor fonético (pronunciação) e/ou fonológico (função distintiva na língua). 
Raquel Recuero, é sem dúvida uma das grandes pesquisadoras brasileiras de redes sociais e uso de "softwares sociais" em educação.

Os textos apresentados por ela remetem a questões de ordem política, econômica e social que influenciam a formação de redes sociais no ciberespaço.e a Fragmentação do Espaço Público
Um livro de Catarina Rodrigues, recém lançado, está disponível para download em Livros LabCom.

Livros Labcom é um projeto editorial, da Universidade da Beira Interior - Covilhã - Portugal, que disponibiliza em PDF todos os livros publicados. Quem quiser obter a versão em papel destas edições poderão fazer por encomenda, como apresenta-se no site.
O livro possui cinco capítulos básicos e mais de 200 páginas.
Introdução
1 A fragmentação do espaço público
2 Regresso de uma subjectividade opinativa?
3 Blogs e jornalismo
4 Blogs presentes em várias áreas
5 Afirmação de identidades
Conclusão
Bibliografia
Anexos

Que estratégias criar para envolver mais pessoas nas pesquisas e discussões que tratem do uso pedagógico de Blogs em Educação?

Pensamos...pensamos...e, conclusão. É necessário ter um espaço para troca de experiências e materiais, o espaço de grupos do yahoo é perfeito para isso, tenho muitos artigos pesquisados que valem a pena ser socializados e discutidos, logo inauguramos hoje, a lista de discussão PedaBlogia, na categoria Ensino e Pesquisa do yahoo.

Nosso endereço é:
http://br.groups.yahoo.com/group/pedablogia
O vermundo é um espaço que gostamos muito, principalmente o espaço Banco de Cultura lá sempre apresentam-se notícias interessantes e muitas novidades em Creative Commons para você. Hoje mais um pequeno livro (49 páginas) da série Conquiste a Rede foi posto no ar.

O livro é sobre Blogs, bem interessante e vale a pena tê-lo, o livro é de Ana Carmen Foschini
 (Jornalista e coordenadora de Projetos na Internet).
e Roberto Romano Taddei 
http://networkjornalismo.blogspot.com (Jornalista e poeta).
Veja o indície:

Você é a mídia: saiba como!..........................................4
Introdução ..............................................................7
Blog, que bicho é esse? ...............................................9
Um universo em expansão ...........................................11
O último é o primeiro .................................................14
Quatro passos .........................................................17
O que publicar.........................................................19
Direitos autorais, são seus........................................ .24
O que não publicar....................................................26
Fazer fácil .............................................................30
Como saber se sou lido...............................................34
E se eu quiser mais audiência?......................................37
E ainda ganhar por isso?.............................................39
E agora, mãos à obra ................................................42
Glossário ...............................................................43
Agradecimentos ......................................................47
Os autores.............................................................48
Licença ................................................................49

sexta-feira, 27 de abril de 2012

RAIMUNDONERYSOUSA: A IMPORTÂNCIA DAS TICS NA VIDA DOS ESTIMULADORES D...

RAIMUNDONERYSOUSA: A IMPORTÂNCIA DAS TICS NA VIDA DOS ESTIMULADORES D...: A IMPORTÂNCIA DAS TICS NA VIDA DOS ESTIMULADORES DO CONHECIMENTO   A importância das TICs na vida de um educador interdisciplinar pós-...

A IMPORTÂNCIA DAS TICS NA VIDA DOS ESTIMULADORES DO CONHECIMENTO

A IMPORTÂNCIA DAS TICS NA VIDA DOS ESTIMULADORES DO CONHECIMENTO
  A importância das TICs na vida de um educador interdisciplinar pós-moderno, o torna um estimulador, um orientador, mediador de aprendizes plugados com os ambientes virtuais de aprendizagem, em busca de seu sucesso formativo como protagonista do seu processo histórico . O educador tem que ensinar seus alunos a pensarem, a descobrirem, a desenvolverem suas competências e habilidades. O Mediador do conhecimento existencial no século XXI precisa flexível e responsível, ser um estimulador, motivador no desenvolvimento de habilidades e potencializador de competências nos aprendizes.Pensar em propostas para uma verdadeira educação bimodal que busca harmonia na liberdade de seus movimentos, desvendar novos saberes dialógicos , busca o entendimento mútuo, a ação comunicativa, o questionamento reconstrutivo. O Educador Bimodal  muda. quebra, e elimina paradigmas da escola linear, deixa de ser um mero transmissor de informações.As Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) trouxeram  benefícios didático-pedagógicos para os educandos e educadores, os tornando presença permanente no processo formativo pós-moderno. O uso das TICs, em facilita a vida dos educadores bimodais, no processo de ensino-aprendizagem., Onde a educação linear sede espaço para a educação bimodal, que prioriza a interação entre o ensino presencial e o virtual na  perspectiva de preparar o aprendiz para   presente existencial como  profissional competitivo e  capacitado às condições mercadológicas  apto a enfrentar os desafios que a vida apresentar a sua frente. O ensino-aprendizagem,, tem o desafio de formar pessoas conscientes da sua responsabilidade planetária,  portadores do conhecimento pós-moderno biotecnológico e cientifico comprometidos na defesa da vida como excelentes cidadãos e profissionais responsíveis, devido  a formação recebida, ministrada por orientadores, estimuladores, mediadores do conhecimento, dominadores plenos das TICs

domingo, 8 de abril de 2012

INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS E SEUS JOGOS: INTELIGÊNCIA ESPACIAL


Resenha do livro:


ANTUNES, Celso. Inteligências múltiplas e seus jogos: Inteligência espacial (v. 4).
Petrópolis/RJ: Vozes, 2006, 8 v., 70p.


Resenha por Simone Tonoli Oliveira*




Os jogos e o desenvolvimento da inteligência espacial.


                  Inteligências múltiplas e seus jogos é o título da coleção, organizada em oito.
volumes pelo professor Celso Antunes. A coleção foi dividida da seguinte maneira: 1 –
Introdução; 2 – Inteligências cinestésico-corporal; 3 – Inteligência ecológica; 4 –.
Inteligência espacial; 5 – Inteligência lingüística; 6 – Inteligência lógico-matemática; 7 –.
Inteligências pessoais e inteligência existencial; e, 8 – Inteligência sonora. A coleção
pretende reunir um conjunto de estímulos para o desenvolvimento mais adequado dos
diferentes tipos de inteligência do indivíduo. Cada volume se detém a um tipo de
inteligência e aos estímulos a ela correspondentes. Todos os volumes foram publicados em
2006.
                O livro Inteligência espacial é um dos livros que faz parte da coleção e está
dividido em três capítulos, que perfazem pouco mais de 80 páginas. A intenção do autor ao
escrever esta obra foi de apresentar, a seus possíveis leitores, que o ser humano possui
diferentes tipos de inteligência, e entre elas está a espacial. Nesse aspecto, o objetivo do
autor é antes de tudo, mostrar a importância de os profissionais estarem desenvolvendo
este trabalho em sala de aula, para um melhor proveito do conteúdo e da própria
assimilação por parte dos alunos, quando for discutir o que é o espaço, como estar nele e
compreendê-lo. Em cada capítulo o autor enfatiza qual a importância da inteligência
espacial e como pode ser identificada e trabalhada, não apenas pelos educadores, mas
também pela família dos educandos. De acordo com o autor “a inteligência espacial instiga
“a capacidade do aluno em pensar de maneira tridimensional”, fazendo com que o aluno
“decodifique com facilidade as informações gráficas”, por isso se torna fundamental nós
educadores estarmos trabalhando dentro das salas de aula, e em outros locais, seja na
escola ou fora dela, em que se pode inquirir e demonstrar aos educandos a importância de
se reconhecer, em diferentes espaços.
                  Para ele, quando é proposto para nós algum jogo aonde devemos solucionar
‘problemas’ dentro dele, podemos estar expostos diante de desafios espaciais, e quanto
maior a dificuldade para resolver o problema, mais aguçada se torna nossa inteligência
espacial. Dá como exemplo o ‘jogo dos sete erros’, em que: “A inteligência espacial é
essencial para orientação da pessoa por onde quer que percorra, para o reconhecimento de
cenas e objetos em seus ambientes originais ou não e para o trabalho com representações
gráficas bi ou tridimensionais e outros símbolos como: mapas, diagramas ou formas
geométricas” (p. 20). Portanto, neste primeiro capítulo o autor teve como objetivo
apresentar alguns tipos de inteligência espacial a qual podemos estar identificando e
propondo aos alunos, para que assim possam melhor interagir com o meio onde se
encontrarem inseridos.
                    No capítulo seguinte apresenta alguns tipos de jogos que podem estar
estimulando a inteligência espacial de crianças entre 3 e 6 anos de idade. Ao todo são
apresentados 25 jogos aonde cada um deles tem como único objetivo estimular a
inteligência espacial de cada criança, não só no ambiente escolar, mas também em casa,
com os pais. Ele apresenta o jogo não só como um elemento lúdico, mas ainda como uma
técnica pedagógica fundamental para desenvolvermos este e outros tipos de inteligência.
Na maioria das vezes, entretanto, os jogos são vistos e praticados apenas como uma
brincadeira, mais próxima do cotidiano dos alunos, do que a uma atividade pedagógica em
que há o objetivo de desenvolver sua sociabilidade, sua cidadania e suas diversas
inteligências. Além disso, os jogos trabalhados em sala de aula, são fundamentais para o
desenvolvimento psicológico, físico e moral dos educandos.
                   No último capítulo, o autor se preocupou em demonstrar algumas estratégias de
trabalho que os professores poderão estar utilizando para o melhor proveito desses jogos,
para o desenvolvimento da inteligência espacial dos educandos. Tais estratégias visam
motivar os alunos que possuem dificuldades de estarem se interagindo, ou que estão, por
alguma razão, desmotivados para participarem das atividades.
Portanto, a importância deste livro, como também de toda coleção organizada
pelo autor, é de estarmos planejando e pensando constantemente formas mais adequada de
ensinar e desenvolver os diferentes tipos de inteligências dos educandos; e neste caso, dá
ênfase a importância e as formas de estarmos estimulando o desenvolvimento da
inteligência espacial. Por fim, contribui para um melhor delineamento da utilização de
jogos, não apenas como um instrumento lúdico, mas também como uma técnica
pedagógica fundamental para o desenvolvimento de cada criança.

* Graduando em Pedagogia na UNES-FIAMA/MS.


FONTE: Revista HISTEDBR On-line Resenha
Revista HISTEDBR On-line, Campinas, n.33, p.299-300, mar.2009 - ISSN: 1676-2584 288. http://www.histedbr.fae.unicamp.br/revista/edicoes/33/res03_33.pdf. 08 de abril de 2012.07:21


INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS1


Inteligências múltiplas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Denomina-se inteligências múltiplas à teoria desenvolvida a partir da década de 1980 por uma equipe de investigadores da Universidade de Harvard, liderada pelopsicólogo Howard Gardner, buscando analisar e descrever melhor o conceito de inteligência.
Gardner afirmou que o conceito de inteligência, como tradicionalmente definido em psicometria (testes de QI) não era suficiente para descrever a grande variedade de habilidades cognitivas humanas. Desse modo, a teoria afirma que uma criança que aprende a multiplicar números facilmente não é necessariamente mais inteligente do que outra que tenha habilidades mais forte em outro tipo de inteligência. A criança que leva mais tempo para dominar uma multiplicação simples, (a) pode aprender melhor a multiplicar através de uma abordagem diferente; (b) pode ser excelente em um campo fora da matemática; ou (c) pode até estar a olhar e compreender o processo de multiplicação em um nível profundo. Neste último exemplo, uma compreensão mais profunda pode resultar em lentidão que parece (e pode) esconder uma inteligência matemática potencialmente maior do que a de uma criança que rapidamente memoriza a tabuada, apesar de uma compreensão menos detalhada do processo de multiplicação.
À época, a teoria foi recebida com reações mistas pela comunidade académica. Muitos psicólogos consideraram que existe uma diferença entre o conceito de inteligência que não é suportado pelo prova empírica, mas muitos educadores apoiaram o valor prático das abordagens sugeridas pela teoria.
Sumário 

[editar]Critérios

Foram utilizados os seguintes critérios para uma classificação dos fatores constituintes da inteligência ou habilidades humanas:
  • Potencial prejuízo com dano cerebral, a exemplo das capacidades lingüísticas no Acidente Vascular Cerebral;
  • Existência de gênios, ou indivíduos eminentes com habilidades especiais onde se pode observar tal capacidade isolada ou prejudicada;
  • Um conjunto de operações identificável. A música, por exemplo, consiste da sensibilidade de uma pessoa para a melodia, a harmonia, o ritmo, o timbre e a estrutura musical;
  • Uma história de desenvolvimento distintiva para cada indivíduo, junto com uma natureza definível de desempenho especialista;
  • Ser possível identificar os passos para atingir tais perícias, uma história evolutiva e plausibilidade evolutiva, a exemplo das formas de inteligência espacial em mamíferosou inteligência musical em pássaros;
  • Testabilidade, a exemplo dos testes psicológicos, distições psicométricas susceptíveis de confirmação e re-testagem com múltiplos instrumentos;
  • Suscetibilidade para ser codificada em um sistema de símbolos. Códigos como idioma, aritmética, mapas e expressão lógica, entre outros.

[editar]As inteligências

Estabelecidos os critérios acima, a pesquisa identificou e descreveu sete tipos de inteligência nos seres humanos, e, no início da década de 1980, obteve grande eco no campo da educação. Posteriormente foram acrescentadas à lista original as inteligências de tipo "naturalista" e "existencial":
  1. Lógico-matemática - a capacidade de confrontar e avaliar objetos e abstrações, discernindo as suas relações e princípios subjacentes. Habilidade para raciocínio dedutivo e para solucionar problemas matemáticos. Possuem esta caracaterística matemáticos, cientistas e filósofos como Stanislaw Ulam, Alfred North Whitehead,Henri Poincaré, Albert Einstein, Marie Curie, entre outros.
  2. Linguística - caracteriza-se por um domínio e gosto especial pelos idiomas e pelas palavras e por um desejo em os explorar. É predominante em poetas, escritores, e linguistas, como T. S. Eliot, Noam Chomsky, e W. H. Auden.
  3. Musical - identificável pela habilidade para compor e executar padrões musicais, executando pedaços de ouvido, em termos de ritmo e timbre, mas também escutando-os e discernindo-os. Pode estar associada a outras inteligências, como a lingüística, espacial ou corporal-cinestésica. É predominante em compositores, maestros, músicos, críticos de música como por exemplo, Ludwig van Beethoven, Leonard Bernstein, Midori, John Coltrane, Mozart, Maria Callas.
  4. Espacial - expressa-se pela capacidade de compreender o mundo visual com precisão, permitindo transformar, modificar percepções e recriar experiências visuais até mesmo sem estímulos físicos. É predominante em arquitetos, artistas, escultores, cartógrafos, navegadores e jogadores de xadrez, como por exemplo Michelangelo,Frank Lloyd Wright, Garry Kasparov, Louise Nevelson, Helen Frankenthaler.
  5. Corporal-cinestésica - traduz-se na maior capacidade de controlar e orquestrar movimentos do corpo. É predominante entre atores e aqueles que praticam a dança ou os esportes, como por exemplo Marcel Marceau, Martha Graham, Michael Jordan, Pelé.
  6. Intrapessoal - expressa na capacidade de se conhecer, estando mais desenvolvida em escritores, psicoterapeutas e conselheiros, como por exemplo, Sigmund Freud.
  7. Interpessoal - expressa pela habilidade de entender as intenções, motivações e desejos dos outros. Encontra-se mais desenvolvida em políticos, religiosos e professores, como por exemplo o Mahatma Gandhi.
  8. Naturalista - traduz-se na sensibilidade para compreender e organizar os objetos, fenômenos e padrões da natureza, como reconhecer e classificar plantas, animais, minerais, incluindo rochas e gramíneas e toda a variedade de fauna, flora, meio-ambiente e seus componentes. É característica de biólogos, geólogos mateiros, por exemplo. São exemplos deste tipo de inteligência Charles Darwin, Rachel Carson, John James Audubon, Thomas Henry Huxley.
  9. Existencial - investigada no terreno ainda do "possível", carece de maiores evidências. Abrange a capacidade de refletir e ponderar sobre questões fundamentais da existência. Seria característica de líderes espirituais e de pensadores filosóficos como por exemplo Jean-Paul Sartre, Søren A. Kierkegaard, Frida Kahlo, Alvin Ailey,Margaret Mead, ou o Dalai Lama.

[editar]Trajetória da teoria

Gardner iniciou a formulação da ideia de "inteligências múltiplas" com a publicação da obra "The Shattered Mind" (1975). Mais tarde, conceituou a inteligência como "um potencial biopsicológico para processar informações que pode ser ativado num cenário cultural para solucionar problemas ou criar produtos que sejam valorizados numa cultura".
Em um processo mais recente de revisão de sua teoria, Gardner acrescentou a "Inteligência Natural" à lista original. O mesmo não ocorreu com a chamada "Inteligência Existencial" ou "Inteligência Espiritual". Embora o autor se sinta interessado por este nono tipo, conclui que "o fenômeno é suficientemente desconcertante e a distância das outras inteligências suficientemente grande para ditar prudência - pelo menos por ora" – concluiu na sua obra "Inteligência: um conceito reformulado" (2001).
Gardner sustenta que as inteligências não são objetos que possam ser quantificados, e sim, potenciais que poderão ser ou não ativados, dependendo dos valores de uma cultura específica, das oportunidades disponíveis nessa cultura e das decisões pessoais tomadas por indivíduos e/ou suas famílias, seus professores e outros.

[editar]Testando as Inteligências Múltiplas

Embora seja comum no meio acadêmico desejar quantificar a inteligência (os testes de Q.I. são um exemplo), Gardner desaprova tais ideias e não propõe nenhum método para quantificar as inteligências múltiplas. Isto, porém, não impede outros teóricos de formularem testes.
Alguns pesquisadores buscam medir as inteligências múltiplas através de perguntas simples permeando cada conceito de cada inteligência e definindo no que o analisado tem aptidão ou bloqueio. O mais comum é que pessoas tenham uma das inteligências superior às outras, grande parte em nível médio e uma ou duas inteligências fracas.

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[editar]Bibliografia

  • ANTUNES, Celso. Jogos para a Estimulação das Múltiplas Inteligências. Petrópolis: Vozes, 2002.
  • ANTUNES, Celso. Como desenvolver conteúdos explorando as Inteligências Múltiplas. Petrópolis: Vozes, 2002.
  • GARDNER, Howard. Inteligências múltiplas, a teoria na prática. Porto Alegre: 2000.
  • GARDNER, Howard. "A Multiplicity of Intelligences". Scientific American, 1998.

FONTE :http://pt.wikipedia.org/wiki/Inteligências_múltiplas.08/04/2012.08h13min.