domingo, 8 de abril de 2012

INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS E SEUS JOGOS: INTELIGÊNCIA ESPACIAL


Resenha do livro:


ANTUNES, Celso. Inteligências múltiplas e seus jogos: Inteligência espacial (v. 4).
Petrópolis/RJ: Vozes, 2006, 8 v., 70p.


Resenha por Simone Tonoli Oliveira*




Os jogos e o desenvolvimento da inteligência espacial.


                  Inteligências múltiplas e seus jogos é o título da coleção, organizada em oito.
volumes pelo professor Celso Antunes. A coleção foi dividida da seguinte maneira: 1 –
Introdução; 2 – Inteligências cinestésico-corporal; 3 – Inteligência ecológica; 4 –.
Inteligência espacial; 5 – Inteligência lingüística; 6 – Inteligência lógico-matemática; 7 –.
Inteligências pessoais e inteligência existencial; e, 8 – Inteligência sonora. A coleção
pretende reunir um conjunto de estímulos para o desenvolvimento mais adequado dos
diferentes tipos de inteligência do indivíduo. Cada volume se detém a um tipo de
inteligência e aos estímulos a ela correspondentes. Todos os volumes foram publicados em
2006.
                O livro Inteligência espacial é um dos livros que faz parte da coleção e está
dividido em três capítulos, que perfazem pouco mais de 80 páginas. A intenção do autor ao
escrever esta obra foi de apresentar, a seus possíveis leitores, que o ser humano possui
diferentes tipos de inteligência, e entre elas está a espacial. Nesse aspecto, o objetivo do
autor é antes de tudo, mostrar a importância de os profissionais estarem desenvolvendo
este trabalho em sala de aula, para um melhor proveito do conteúdo e da própria
assimilação por parte dos alunos, quando for discutir o que é o espaço, como estar nele e
compreendê-lo. Em cada capítulo o autor enfatiza qual a importância da inteligência
espacial e como pode ser identificada e trabalhada, não apenas pelos educadores, mas
também pela família dos educandos. De acordo com o autor “a inteligência espacial instiga
“a capacidade do aluno em pensar de maneira tridimensional”, fazendo com que o aluno
“decodifique com facilidade as informações gráficas”, por isso se torna fundamental nós
educadores estarmos trabalhando dentro das salas de aula, e em outros locais, seja na
escola ou fora dela, em que se pode inquirir e demonstrar aos educandos a importância de
se reconhecer, em diferentes espaços.
                  Para ele, quando é proposto para nós algum jogo aonde devemos solucionar
‘problemas’ dentro dele, podemos estar expostos diante de desafios espaciais, e quanto
maior a dificuldade para resolver o problema, mais aguçada se torna nossa inteligência
espacial. Dá como exemplo o ‘jogo dos sete erros’, em que: “A inteligência espacial é
essencial para orientação da pessoa por onde quer que percorra, para o reconhecimento de
cenas e objetos em seus ambientes originais ou não e para o trabalho com representações
gráficas bi ou tridimensionais e outros símbolos como: mapas, diagramas ou formas
geométricas” (p. 20). Portanto, neste primeiro capítulo o autor teve como objetivo
apresentar alguns tipos de inteligência espacial a qual podemos estar identificando e
propondo aos alunos, para que assim possam melhor interagir com o meio onde se
encontrarem inseridos.
                    No capítulo seguinte apresenta alguns tipos de jogos que podem estar
estimulando a inteligência espacial de crianças entre 3 e 6 anos de idade. Ao todo são
apresentados 25 jogos aonde cada um deles tem como único objetivo estimular a
inteligência espacial de cada criança, não só no ambiente escolar, mas também em casa,
com os pais. Ele apresenta o jogo não só como um elemento lúdico, mas ainda como uma
técnica pedagógica fundamental para desenvolvermos este e outros tipos de inteligência.
Na maioria das vezes, entretanto, os jogos são vistos e praticados apenas como uma
brincadeira, mais próxima do cotidiano dos alunos, do que a uma atividade pedagógica em
que há o objetivo de desenvolver sua sociabilidade, sua cidadania e suas diversas
inteligências. Além disso, os jogos trabalhados em sala de aula, são fundamentais para o
desenvolvimento psicológico, físico e moral dos educandos.
                   No último capítulo, o autor se preocupou em demonstrar algumas estratégias de
trabalho que os professores poderão estar utilizando para o melhor proveito desses jogos,
para o desenvolvimento da inteligência espacial dos educandos. Tais estratégias visam
motivar os alunos que possuem dificuldades de estarem se interagindo, ou que estão, por
alguma razão, desmotivados para participarem das atividades.
Portanto, a importância deste livro, como também de toda coleção organizada
pelo autor, é de estarmos planejando e pensando constantemente formas mais adequada de
ensinar e desenvolver os diferentes tipos de inteligências dos educandos; e neste caso, dá
ênfase a importância e as formas de estarmos estimulando o desenvolvimento da
inteligência espacial. Por fim, contribui para um melhor delineamento da utilização de
jogos, não apenas como um instrumento lúdico, mas também como uma técnica
pedagógica fundamental para o desenvolvimento de cada criança.

* Graduando em Pedagogia na UNES-FIAMA/MS.


FONTE: Revista HISTEDBR On-line Resenha
Revista HISTEDBR On-line, Campinas, n.33, p.299-300, mar.2009 - ISSN: 1676-2584 288. http://www.histedbr.fae.unicamp.br/revista/edicoes/33/res03_33.pdf. 08 de abril de 2012.07:21


INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS1


Inteligências múltiplas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Denomina-se inteligências múltiplas à teoria desenvolvida a partir da década de 1980 por uma equipe de investigadores da Universidade de Harvard, liderada pelopsicólogo Howard Gardner, buscando analisar e descrever melhor o conceito de inteligência.
Gardner afirmou que o conceito de inteligência, como tradicionalmente definido em psicometria (testes de QI) não era suficiente para descrever a grande variedade de habilidades cognitivas humanas. Desse modo, a teoria afirma que uma criança que aprende a multiplicar números facilmente não é necessariamente mais inteligente do que outra que tenha habilidades mais forte em outro tipo de inteligência. A criança que leva mais tempo para dominar uma multiplicação simples, (a) pode aprender melhor a multiplicar através de uma abordagem diferente; (b) pode ser excelente em um campo fora da matemática; ou (c) pode até estar a olhar e compreender o processo de multiplicação em um nível profundo. Neste último exemplo, uma compreensão mais profunda pode resultar em lentidão que parece (e pode) esconder uma inteligência matemática potencialmente maior do que a de uma criança que rapidamente memoriza a tabuada, apesar de uma compreensão menos detalhada do processo de multiplicação.
À época, a teoria foi recebida com reações mistas pela comunidade académica. Muitos psicólogos consideraram que existe uma diferença entre o conceito de inteligência que não é suportado pelo prova empírica, mas muitos educadores apoiaram o valor prático das abordagens sugeridas pela teoria.
Sumário 

[editar]Critérios

Foram utilizados os seguintes critérios para uma classificação dos fatores constituintes da inteligência ou habilidades humanas:
  • Potencial prejuízo com dano cerebral, a exemplo das capacidades lingüísticas no Acidente Vascular Cerebral;
  • Existência de gênios, ou indivíduos eminentes com habilidades especiais onde se pode observar tal capacidade isolada ou prejudicada;
  • Um conjunto de operações identificável. A música, por exemplo, consiste da sensibilidade de uma pessoa para a melodia, a harmonia, o ritmo, o timbre e a estrutura musical;
  • Uma história de desenvolvimento distintiva para cada indivíduo, junto com uma natureza definível de desempenho especialista;
  • Ser possível identificar os passos para atingir tais perícias, uma história evolutiva e plausibilidade evolutiva, a exemplo das formas de inteligência espacial em mamíferosou inteligência musical em pássaros;
  • Testabilidade, a exemplo dos testes psicológicos, distições psicométricas susceptíveis de confirmação e re-testagem com múltiplos instrumentos;
  • Suscetibilidade para ser codificada em um sistema de símbolos. Códigos como idiomaaritméticamapas e expressão lógica, entre outros.

[editar]As inteligências

Estabelecidos os critérios acima, a pesquisa identificou e descreveu sete tipos de inteligência nos seres humanos, e, no início da década de 1980, obteve grande eco no campo da educação. Posteriormente foram acrescentadas à lista original as inteligências de tipo "naturalista" e "existencial":
  1. Lógico-matemática - a capacidade de confrontar e avaliar objetos e abstrações, discernindo as suas relações e princípios subjacentes. Habilidade para raciocínio dedutivo e para solucionar problemas matemáticos. Possuem esta caracaterística matemáticos, cientistas e filósofos como Stanislaw UlamAlfred North Whitehead,Henri PoincaréAlbert EinsteinMarie Curie, entre outros.
  2. Linguística - caracteriza-se por um domínio e gosto especial pelos idiomas e pelas palavras e por um desejo em os explorar. É predominante em poetas, escritores, e linguistas, como T. S. EliotNoam Chomsky, e W. H. Auden.
  3. Musical - identificável pela habilidade para compor e executar padrões musicais, executando pedaços de ouvido, em termos de ritmo e timbre, mas também escutando-os e discernindo-os. Pode estar associada a outras inteligências, como a lingüística, espacial ou corporal-cinestésica. É predominante em compositores, maestros, músicos, críticos de música como por exemplo, Ludwig van BeethovenLeonard BernsteinMidoriJohn ColtraneMozartMaria Callas.
  4. Espacial - expressa-se pela capacidade de compreender o mundo visual com precisão, permitindo transformar, modificar percepções e recriar experiências visuais até mesmo sem estímulos físicos. É predominante em arquitetosartistasescultorescartógrafos, navegadores e jogadores de xadrez, como por exemplo Michelangelo,Frank Lloyd WrightGarry KasparovLouise NevelsonHelen Frankenthaler.
  5. Corporal-cinestésica - traduz-se na maior capacidade de controlar e orquestrar movimentos do corpo. É predominante entre atores e aqueles que praticam a dança ou os esportes, como por exemplo Marcel MarceauMartha GrahamMichael JordanPelé.
  6. Intrapessoal - expressa na capacidade de se conhecer, estando mais desenvolvida em escritores, psicoterapeutas e conselheiros, como por exemplo, Sigmund Freud.
  7. Interpessoal - expressa pela habilidade de entender as intenções, motivações e desejos dos outros. Encontra-se mais desenvolvida em políticosreligiosos e professores, como por exemplo o Mahatma Gandhi.
  8. Naturalista - traduz-se na sensibilidade para compreender e organizar os objetos, fenômenos e padrões da natureza, como reconhecer e classificar plantas, animais, minerais, incluindo rochas e gramíneas e toda a variedade de fauna, flora, meio-ambiente e seus componentes. É característica de biólogos, geólogos mateiros, por exemplo. São exemplos deste tipo de inteligência Charles DarwinRachel CarsonJohn James AudubonThomas Henry Huxley.
  9. Existencial - investigada no terreno ainda do "possível", carece de maiores evidências. Abrange a capacidade de refletir e ponderar sobre questões fundamentais da existência. Seria característica de líderes espirituais e de pensadores filosóficos como por exemplo Jean-Paul SartreSøren A. KierkegaardFrida KahloAlvin Ailey,Margaret Mead, ou o Dalai Lama.

[editar]Trajetória da teoria

Gardner iniciou a formulação da ideia de "inteligências múltiplas" com a publicação da obra "The Shattered Mind" (1975). Mais tarde, conceituou a inteligência como "um potencial biopsicológico para processar informações que pode ser ativado num cenário cultural para solucionar problemas ou criar produtos que sejam valorizados numa cultura".
Em um processo mais recente de revisão de sua teoria, Gardner acrescentou a "Inteligência Natural" à lista original. O mesmo não ocorreu com a chamada "Inteligência Existencial" ou "Inteligência Espiritual". Embora o autor se sinta interessado por este nono tipo, conclui que "o fenômeno é suficientemente desconcertante e a distância das outras inteligências suficientemente grande para ditar prudência - pelo menos por ora" – concluiu na sua obra "Inteligência: um conceito reformulado" (2001).
Gardner sustenta que as inteligências não são objetos que possam ser quantificados, e sim, potenciais que poderão ser ou não ativados, dependendo dos valores de uma cultura específica, das oportunidades disponíveis nessa cultura e das decisões pessoais tomadas por indivíduos e/ou suas famílias, seus professores e outros.

[editar]Testando as Inteligências Múltiplas

Embora seja comum no meio acadêmico desejar quantificar a inteligência (os testes de Q.I. são um exemplo), Gardner desaprova tais ideias e não propõe nenhum método para quantificar as inteligências múltiplas. Isto, porém, não impede outros teóricos de formularem testes.
Alguns pesquisadores buscam medir as inteligências múltiplas através de perguntas simples permeando cada conceito de cada inteligência e definindo no que o analisado tem aptidão ou bloqueio. O mais comum é que pessoas tenham uma das inteligências superior às outras, grande parte em nível médio e uma ou duas inteligências fracas.

[editar]Pesquisar 

[editar]Bibliografia

  • ANTUNES, Celso. Jogos para a Estimulação das Múltiplas Inteligências. Petrópolis: Vozes, 2002.
  • ANTUNES, Celso. Como desenvolver conteúdos explorando as Inteligências Múltiplas. Petrópolis: Vozes, 2002.
  • GARDNER, Howard. Inteligências múltiplas, a teoria na prática. Porto Alegre: 2000.
  • GARDNER, Howard. "A Multiplicity of Intelligences". Scientific American, 1998.

FONTE :http://pt.wikipedia.org/wiki/Inteligências_múltiplas.08/04/2012.08h13min.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

A TICs NO PROCESSO EDUCATIVO PÓS-MODERNO


Paulo Freire em sua Pedagogia da Autonomia dizia:
“ No processo de aprendizagem, só aprende verdadeiramente aquele que se apropria do aprendido, transformando-o em apreendido, com o que pode, por isso mesmo, reinventá-lo; aquele que é capaz de aplicar o aprende apreendido a situações existenciais concretas. Pelo contrário, aquele que é‘enchido’ por outros conteúdos cuja inteligência não percebe, de conteúdos que contradizem a própria forma de estar em seu mundo, sem que seja desafiado, não aprende.”
A sociedade pós-moderna, vive em constante conflito com os costumes socioculturais, frente às mudanças de atitudes, de comportamento em seus diferentes sistemas de comunicação, devido o vertiginoso avanço das tecnologias e em particular: das tecnologias de informação e comunicação (TICs).  A importância das TICs na educação pós-moderna em que vivemos,  enriquece o conhecimento didático-pedagógico, inova a sociedade  e nos  tornam uma nova humanidade, capaz de promover a aprendizagem interativa. É preciso repensar o processo de Ensino- aprendizagem. O Advento das TICs proporciona um novo repensar deste processo ensino-aprendizagem, com uma nova visão da educação: sala de aula ( interativa, cooperativa); professor( líder mediador,agente facilitador do processo interativo); aluno( protagonista,  sujeito ativo, participativo); conhecimento( de todos, saber sistêmico em constante construção); aprendizagem( individual e coletiva interativa). As TICs, na educação pós-moderna, permitem uma compreensão profunda do mundo em que vivemos enriquecendo o conhecimento. A palavra TIC (tecnologias da informação e comunicação) origina das seguintes palavras: Informática ( tratamento automático de informação em computadores); Tecnologias de informação ( processo de tratamento central e comunicação da informação, através do hardware e software); Tecnologias de informação e comunicação( transmissão de informação através de redes de computadores e meios de comunicação). A utilização das tecnologias da informação e comunicação (TIC), no sistema educativo deve visar um horizonte de atuação dos professores que não se limita à simples melhoria da eficácia do ensino tradicional ou à mera utilização tecnológica escolar, através dos meios informáticos. As TICs têm um papel profundo na educação superar a educação tradicional com seu modelo autocrático, que deixavam as pessoas paradas, apáticas, passivas.  Elas proporcionam:  Novo objetivo para a educação que emergem uma sociedade de informação e da necessidade de exercer uma cidadania participativa critica e interveniente; Novas concepções acerca da natureza dos saberes, valorizando o trabalho cooperativo; Novas vivências e práticas escolares, através do desenvolvimento de interfaces entre escolas e instituições, tais como bibliotecas, museus, associações de apoio à juventude, entre outros; Novas investigações cientificam em desenvolvimento no ensino superior, entre outros. É indispensável ter presente a utilização das TICs na educação porque estas consistem em escolarizar as atividades que têm lugar na sociedade, procurando adapta-las aos seus objetivos. O objetivo geral das TICs é promover a cultura e a formação essencial ao desenvolvimento da sociedade da informação e propor uma visão estratégica. As TICs são utilizadas em  residências, empresas, e vários outros ambientes interativos. A evolução biotecnológica é estudada nas escolas e em quase toda a sociedade transnacional pós-moderna.  Nos telejornais as informações são transmitidas, utilizando  as redes de computadores e meios de comunicação, com informações  verdadeiras, fatídicas e interessantes ao público alvo  que as recebe, tem que ser precisa, completa, flexível, confiável, clara e atual.Se o mundo evolui u, o ensino tem que mudar e acompanhar os avanços das TICs. O desafio que hoje se coloca ao país é criar uma rede de trocas e colaboração em torno de uma temática capaz de conquistar espaço na mídia, no cotidiano do cidadão e nas agendas de governos a níveis municipais, estaduais e federal: o papel das TICs na educação interativa libertadora e inclusiva capaz de romper paradigmas tradicionais excludentes sob  perspectiva de desenvolvimento biotecnológico inovador responsível e comprometimento socioambiental sustentável transformador de pensamentos autocráticos em consciência participativa libertadora, no limiar do século XXI, fortemente alterado pela revolução da  informática e seus desdobramentos sociais, exige a revisão das políticas públicas de educação em nosso país ou melhor país de poucos  que menospreza a qualidade no ensino público. Em uma sociedade excludente em que produzir e consumir informações e bens culturais depende, do acesso e da proficiência em tecnologias da informação e da comunicação em suas diversas facetas, é natural, e mesmo desejável, que os sistemas educativos operem também uma revisão de paradigmas, pressupostos e procedimentos. Vários são os pontos nos quais a educação e as tecnologias se encontram para gerar novidades que podem contribuir com o que se entende por “qualidade na educação”, mesmo em um aspecto bastante impreciso desse termo. Por exemplo: e-learning, comunidades virtuais de aprendizagem, objetos de aprendizagem, recursos de acompanhamento e avaliação, recursos de publicação e de autoria para alunos e professores, divulgação de estudos e textos científicos e didáticos, livre circulação de informação. É hora de  problematizar, construir, refletir, experimentar e sistematizar para que as TICs concretizem, na escola, as promessas que anunciam. Os responsáveis pelas políticas públicas educativas nos diversos  estágios administrativos vêm fazendo, em maior ou menor escala, investimentos de infraestrutura, capacitação docente e produção de conteúdos digitais educativos, assim como ampliando a compreensão de sua importância no desenvolvimento humano e social das futuras gerações. Nesse contexto, ganha importância a construção de instrumentos de acompanhamento e parâmetros de avaliação dessas políticas, assim como diretrizes para o êxito de projetos dessa natureza. Tais esforços vêm sendo empreendidos em redes de colaboração. Entre as iniciativas regionais para o enfrentamento deste desafio  iniciou as primeiras ações, já integradas à produção de um estudo que avançará na construção de indicadores para a compreensão do impacto das novas tecnologias na aprendizagem e na construção de uma educação integrada à realidade e às necessidades sociais cognitivas do cidadão na sociedade da informação e do conhecimento. Esse é um dos aspectos mais relevantes para orientar tais políticas a ser amplamente debatido por diversos setores da sociedade brasileira que desconhece o potencial inovador  e criativo e interativo da educação para disseminar e qualificar o debate em defesa da implementação das políticas públicas das TICs. Em sintonia com as necessidades de cada município, de cada estado e esfera federal por  em avaliação a qualidade do ensino-aprendizagem,  centrada na interação das TICs na escola e em suas práticas didático-pedagógicas. Uma educação de qualidade para todos é a condição primordial para que se inicie um processo mais amplo de conquistas sociais e políticas nesse país, e a estrada para se atingir esse objetivo é a da informação, da ciência e da tecnologia. No entanto, integrar tecnologia e educação não significa apenas combinar função técnica e função educativa, sim, colocá-las em sua função social no âmbito educacional e, consequentemente, no âmbito da sociedade em permanente mudança. Haverá em breve uma única porta de entrada, em cada lar, para a imagem, a voz, a multimídia e o acesso a Internet”, e a escola precisa estar preparada para competir em pé de igualdade com essas novas maneiras de se acessar e trabalhar a informação; somente assim poderá preparar o cidadão para esse novo mundo em que o concreto e o virtual se amolgam de tal forma que é quaseimpossível distingui-los com clareza. O grande desafio da educação nessa virada de milênio, onde as fronteiras culturais, políticas e, principalmente econômicas tendem a desaparecer, talvez seja a criação de um modelo de educação que dê ao homem uma real sociedade democrática. Uma sociedade em que ele possa ter autonomia para exercer sua cidadania, e aqui me aproprio do conceito de autonomia apresentado pelo professor GAUDÊNCIO FRIGOTO em palestra na UFPA (Belém, 21/07/97): “Autonomia significa possuir uma série de condições para realizar uma determinada ação”. Por conseguinte, dar autonomia a um indivíduo é dar-lhe condições para atender aos seus desejos e necessidades; é possibilitar-lhe realizações pessoais, etc. A melhoria das condições de ensino na escola particular, que conta com os aparatos tecnológicos - que vão desde simples quadros magnéticos aos moderníssimos recursos de realidade virtual - parecem nem de longe afetar a escola pública, apesar de a maioria dos professores da primeira também trabalharem na segunda. Contudo, “a melhoria da qualidade da escola pública contagiaria também a rede particular, que teria que fazer mais do que tem feito para justificar a cobrança de mensalidades. Enquanto isso não acontecer, não existirá nem mesmo o lado Bélgica do Brasil na educação.” As maneiras ou as metodologias  que a nova humanidade descobriu para transmitir informações constituem uma das maiores descobertas da nova sociedade que respeita o meio ambiente, preservar a vida e difunde a cultura de paz entre os povos. Da primitiva sociedade oral à sociedade hipermidiática, a humanidade vem se tornando, cada vez mais, dependente das tecnologias da informação e da comunicação. A preponderância dos sistemas midiáticos, a comunicação por satélites e as redes de computadores fez surgir uma nova economia e um novo conceito de sociedade, a sociedade planetária, que têm exigido dos sistemas educacionais; a formação de um cidadão do/para o mundo, capacitado a empregar os recursos infotelecomunicacionais para a aquisição e construção de conhecimento. Tentei fazer uma junção interativa acerca dos temas abordados no vídeo e na apostila, apresentei alguns aspectos relacionados aos problemas que a escola enfrenta para integrar e interagir a tecnologia e pedagogia de forma a atender as exigências da nova sociedade pós- moderna e os interesses da nova humanidade pós-moderno, enquanto lida com as mudanças de paradigmas desencadeadas pelas novas tecnologias da informação e comunicação e as dificuldades dos professores para utilizar os computadores como ferramenta capaz auxiliar a transmissão de conteúdos e interagir o ensino- aprendizagem como processo atraente e capaz de despertar o interesse dos alunos e se comprometer com protagonistas do processo histórico atual.


Palavras Chave:
 Educação tradicional, ensino- presencial, ensino- aprendizagem, nova visão da educação, sociedade pós- moderna, nova humanidade, nova sociedade, hipermidiáticas, redes de computadores, internet, sociedade transnacional, TICs na educação, EaD, formação de professores, Ação- docente, aluno- protagonista.

REFERÊNCIA:
1. GRAÇA. A; A Importância das TICs na sociedade atual. www.notapositiva.com/trab_estudantes/trab_estudantes/tic/10importanctic.htm. 22 de março de 2012.
2. IDIE: Av. Brig. Faria Lima, 1188 - 3º andar. - SP - Brasil: 55 11 3035-196. idietic@oei.org.br. http://www.oei-idietics.org/spip. php?Rubrique3&lang=pt_br#. 22 de março de 2012
3. FUJITA.Oscar Massaru; Do Presencial Tradicional ao Virtual: 
Planejamento e  Mudanças de Postura ; Abril 2007;http://iesb.blackboard.com/bbcswebdav/courses/PDG141-500152/presencial_virtual.pdf. 24 de março de 2012.

4. Curso Mídias na Educação em 2011; A importância das TICs na Educação. http://www.youtube.com/watch?v=Fyrfb_HWSHw&feature=player_embedded. 24 de março de 2012.






Raimundo Nonato Nery de Sousa  Pedagogia.

Comentários do aluno : As maneiras ou as metodologias que a nova humanidade descobriu para transmitir informações constituem uma das maiores descobertas da nova sociedade que respeita o meio ambiente, preservar a vida e difunde a cultura de paz entre os povos. Da primitiva sociedade oral à sociedade hipermidiática, a humanidade vem se tornando, cada vez mais, dependente das tecnologias da informação e da comunicação. A preponderância dos sistemas midiáticos, a comunicação por satélites e as redes de computadores fez surgir uma nova economia e um novo conceito de sociedade, a sociedade planetária, que têm exigido dos sistemas educacionais; a formação de um cidadão do/para o mundo, capacitado a empregar os recursos infotelecomunicacionais para a aquisição e construção de conhecimento. Tentei fazer uma junção interativa acerca dos temas abordados no vídeo e na apostila, apresentei alguns aspectos relacionados aos problemas que a escola enfrenta para integrar e interagir a tecnologia e pedagogia de forma a atender as exigências da nova sociedade pós- moderna e os interesses da nova humanidade pós-moderno, enquanto lida com as mudanças de paradigmas desencadeadas pelas novas tecnologias da informação e comunicação e as dificuldades dos professores para utilizar os computadores como ferramenta capaz auxiliar a transmissão de conteúdos e interagir o ensino- aprendizagem como processo atraente e capaz de despertar o interesse dos alunos e se comprometer com protagonistas do processo histórico atual.

O QUE A LEI DE DIRETRIZES E BASE NACIONAL DE ENSINO DIZ ACERCA DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA ARTIGO 80º§1/ AO §4° INCISOS I-III


      RESUMO
 O QUE A LEI DE DIRETRIZES E BASE NACIONAL DE ENSINO  DIZ  ACERCA DA EDUCAÇÃO  A DISTÂNCIA ARTIGO 80º§1/ AO §4° INCISOS I-III
 Destaco que  Poder Público incentiva o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino a distância, em todos os níveis e modalidades de ensino, e de educação. Organizada  a EaD com abertura e regime especiais, oferecida por instituições especificamente credenciadas pela União. Responsável pela regulamentação dos requisitos para a realizar os exames e registro de diploma relativos a cursos de Educação a Distância. Estabelecer as normas para produção, controle e avaliação de programas de educação a distância e a autorização para sua implementação, sob a responsabilidade dos respectivos sistemas de ensino, flexível à cooperação e integração entre os diferentes sistemas. Pois a EaD tem um tratamento diferenciado, com o objetivo de reduzir custos de transmissão nos canais comerciais de radiodifusão sonora e de sons e imagens; concessão de canais com finalidades exclusivamente educativas; reserva de tempo mínimo, sem ônus para o Poder Público, pelos concessionários de canais comerciais. Proporcionando assim uma maior autonomia dos alunos, flexibilidade de horário, oportunidade proativa como sujeito da sua própria formação, plugado com o processo evolutivo da educação aliada às novas tecnologias, capaz de romper fronteiras e transformar paradigmas, que nos limitam a cada momento de luta por uma nova humanidade, comprometida com a sustentabilidade responsável. Proporcionando assim uma maior autonomia dos alunos, flexibilidade de horário, oportunidade proativa como sujeito da sua própria formação, plugado com o processo evolutivo da educação aliada às novas tecnologias, capaz de romper fronteiras e transformar paradigmas, que nos limitam a cada momento de luta por uma nova humanidade, comprometida com a sustentabilidade responsável.