Paulo Freire em sua Pedagogia da Autonomia dizia:
“ No processo de aprendizagem, só aprende verdadeiramente aquele que se apropria do aprendido, transformando-o em apreendido, com o que pode, por isso mesmo, reinventá-lo; aquele que é capaz de aplicar o aprende apreendido a situações existenciais concretas. Pelo contrário, aquele que é‘enchido’ por outros conteúdos cuja inteligência não percebe, de conteúdos que contradizem a própria forma de estar em seu mundo, sem que seja desafiado, não aprende.”
A sociedade pós-moderna, vive em constante conflito com os costumes socioculturais, frente às mudanças de atitudes, de comportamento em seus diferentes sistemas de comunicação, devido o vertiginoso avanço das tecnologias e em particular: das tecnologias de informação e comunicação (TICs). A importância das TICs na educação pós-moderna em que vivemos, enriquece o conhecimento didático-pedagógico, inova a sociedade e nos tornam uma nova humanidade, capaz de promover a aprendizagem interativa. É preciso repensar o processo de Ensino- aprendizagem. O Advento das TICs proporciona um novo repensar deste processo ensino-aprendizagem, com uma nova visão da educação: sala de aula ( interativa, cooperativa); professor( líder mediador,agente facilitador do processo interativo); aluno( protagonista, sujeito ativo, participativo); conhecimento( de todos, saber sistêmico em constante construção); aprendizagem( individual e coletiva interativa). As TICs, na educação pós-moderna, permitem uma compreensão profunda do mundo em que vivemos enriquecendo o conhecimento. A palavra TIC (tecnologias da informação e comunicação) origina das seguintes palavras: Informática ( tratamento automático de informação em computadores); Tecnologias de informação ( processo de tratamento central e comunicação da informação, através do hardware e software); Tecnologias de informação e comunicação( transmissão de informação através de redes de computadores e meios de comunicação). A utilização das tecnologias da informação e comunicação (TIC), no sistema educativo deve visar um horizonte de atuação dos professores que não se limita à simples melhoria da eficácia do ensino tradicional ou à mera utilização tecnológica escolar, através dos meios informáticos. As TICs têm um papel profundo na educação superar a educação tradicional com seu modelo autocrático, que deixavam as pessoas paradas, apáticas, passivas. Elas proporcionam: Novo objetivo para a educação que emergem uma sociedade de informação e da necessidade de exercer uma cidadania participativa critica e interveniente; Novas concepções acerca da natureza dos saberes, valorizando o trabalho cooperativo; Novas vivências e práticas escolares, através do desenvolvimento de interfaces entre escolas e instituições, tais como bibliotecas, museus, associações de apoio à juventude, entre outros; Novas investigações cientificam em desenvolvimento no ensino superior, entre outros. É indispensável ter presente a utilização das TICs na educação porque estas consistem em escolarizar as atividades que têm lugar na sociedade, procurando adapta-las aos seus objetivos. O objetivo geral das TICs é promover a cultura e a formação essencial ao desenvolvimento da sociedade da informação e propor uma visão estratégica. As TICs são utilizadas em residências, empresas, e vários outros ambientes interativos. A evolução biotecnológica é estudada nas escolas e em quase toda a sociedade transnacional pós-moderna. Nos telejornais as informações são transmitidas, utilizando as redes de computadores e meios de comunicação, com informações verdadeiras, fatídicas e interessantes ao público alvo que as recebe, tem que ser precisa, completa, flexível, confiável, clara e atual.Se o mundo evolui u, o ensino tem que mudar e acompanhar os avanços das TICs. O desafio que hoje se coloca ao país é criar uma rede de trocas e colaboração em torno de uma temática capaz de conquistar espaço na mídia, no cotidiano do cidadão e nas agendas de governos a níveis municipais, estaduais e federal: o papel das TICs na educação interativa libertadora e inclusiva capaz de romper paradigmas tradicionais excludentes sob perspectiva de desenvolvimento biotecnológico inovador responsível e comprometimento socioambiental sustentável transformador de pensamentos autocráticos em consciência participativa libertadora, no limiar do século XXI, fortemente alterado pela revolução da informática e seus desdobramentos sociais, exige a revisão das políticas públicas de educação em nosso país ou melhor país de poucos que menospreza a qualidade no ensino público. Em uma sociedade excludente em que produzir e consumir informações e bens culturais depende, do acesso e da proficiência em tecnologias da informação e da comunicação em suas diversas facetas, é natural, e mesmo desejável, que os sistemas educativos operem também uma revisão de paradigmas, pressupostos e procedimentos. Vários são os pontos nos quais a educação e as tecnologias se encontram para gerar novidades que podem contribuir com o que se entende por “qualidade na educação”, mesmo em um aspecto bastante impreciso desse termo. Por exemplo: e-learning, comunidades virtuais de aprendizagem, objetos de aprendizagem, recursos de acompanhamento e avaliação, recursos de publicação e de autoria para alunos e professores, divulgação de estudos e textos científicos e didáticos, livre circulação de informação. É hora de problematizar, construir, refletir, experimentar e sistematizar para que as TICs concretizem, na escola, as promessas que anunciam. Os responsáveis pelas políticas públicas educativas nos diversos estágios administrativos vêm fazendo, em maior ou menor escala, investimentos de infraestrutura, capacitação docente e produção de conteúdos digitais educativos, assim como ampliando a compreensão de sua importância no desenvolvimento humano e social das futuras gerações. Nesse contexto, ganha importância a construção de instrumentos de acompanhamento e parâmetros de avaliação dessas políticas, assim como diretrizes para o êxito de projetos dessa natureza. Tais esforços vêm sendo empreendidos em redes de colaboração. Entre as iniciativas regionais para o enfrentamento deste desafio iniciou as primeiras ações, já integradas à produção de um estudo que avançará na construção de indicadores para a compreensão do impacto das novas tecnologias na aprendizagem e na construção de uma educação integrada à realidade e às necessidades sociais cognitivas do cidadão na sociedade da informação e do conhecimento. Esse é um dos aspectos mais relevantes para orientar tais políticas a ser amplamente debatido por diversos setores da sociedade brasileira que desconhece o potencial inovador e criativo e interativo da educação para disseminar e qualificar o debate em defesa da implementação das políticas públicas das TICs. Em sintonia com as necessidades de cada município, de cada estado e esfera federal por em avaliação a qualidade do ensino-aprendizagem, centrada na interação das TICs na escola e em suas práticas didático-pedagógicas. Uma educação de qualidade para todos é a condição primordial para que se inicie um processo mais amplo de conquistas sociais e políticas nesse país, e a estrada para se atingir esse objetivo é a da informação, da ciência e da tecnologia. No entanto, integrar tecnologia e educação não significa apenas combinar função técnica e função educativa, sim, colocá-las em sua função social no âmbito educacional e, consequentemente, no âmbito da sociedade em permanente mudança. Haverá em breve uma única porta de entrada, em cada lar, para a imagem, a voz, a multimídia e o acesso a Internet”, e a escola precisa estar preparada para competir em pé de igualdade com essas novas maneiras de se acessar e trabalhar a informação; somente assim poderá preparar o cidadão para esse novo mundo em que o concreto e o virtual se amolgam de tal forma que é quaseimpossível distingui-los com clareza. O grande desafio da educação nessa virada de milênio, onde as fronteiras culturais, políticas e, principalmente econômicas tendem a desaparecer, talvez seja a criação de um modelo de educação que dê ao homem uma real sociedade democrática. Uma sociedade em que ele possa ter autonomia para exercer sua cidadania, e aqui me aproprio do conceito de autonomia apresentado pelo professor GAUDÊNCIO FRIGOTO em palestra na UFPA (Belém, 21/07/97): “Autonomia significa possuir uma série de condições para realizar uma determinada ação”. Por conseguinte, dar autonomia a um indivíduo é dar-lhe condições para atender aos seus desejos e necessidades; é possibilitar-lhe realizações pessoais, etc. A melhoria das condições de ensino na escola particular, que conta com os aparatos tecnológicos - que vão desde simples quadros magnéticos aos moderníssimos recursos de realidade virtual - parecem nem de longe afetar a escola pública, apesar de a maioria dos professores da primeira também trabalharem na segunda. Contudo, “a melhoria da qualidade da escola pública contagiaria também a rede particular, que teria que fazer mais do que tem feito para justificar a cobrança de mensalidades. Enquanto isso não acontecer, não existirá nem mesmo o lado Bélgica do Brasil na educação.” As maneiras ou as metodologias que a nova humanidade descobriu para transmitir informações constituem uma das maiores descobertas da nova sociedade que respeita o meio ambiente, preservar a vida e difunde a cultura de paz entre os povos. Da primitiva sociedade oral à sociedade hipermidiática, a humanidade vem se tornando, cada vez mais, dependente das tecnologias da informação e da comunicação. A preponderância dos sistemas midiáticos, a comunicação por satélites e as redes de computadores fez surgir uma nova economia e um novo conceito de sociedade, a sociedade planetária, que têm exigido dos sistemas educacionais; a formação de um cidadão do/para o mundo, capacitado a empregar os recursos infotelecomunicacionais para a aquisição e construção de conhecimento. Tentei fazer uma junção interativa acerca dos temas abordados no vídeo e na apostila, apresentei alguns aspectos relacionados aos problemas que a escola enfrenta para integrar e interagir a tecnologia e pedagogia de forma a atender as exigências da nova sociedade pós- moderna e os interesses da nova humanidade pós-moderno, enquanto lida com as mudanças de paradigmas desencadeadas pelas novas tecnologias da informação e comunicação e as dificuldades dos professores para utilizar os computadores como ferramenta capaz auxiliar a transmissão de conteúdos e interagir o ensino- aprendizagem como processo atraente e capaz de despertar o interesse dos alunos e se comprometer com protagonistas do processo histórico atual.
Palavras Chave:
Educação tradicional, ensino- presencial, ensino- aprendizagem, nova visão da educação, sociedade pós- moderna, nova humanidade, nova sociedade, hipermidiáticas, redes de computadores, internet, sociedade transnacional, TICs na educação, EaD, formação de professores, Ação- docente, aluno- protagonista.
REFERÊNCIA:
1. GRAÇA. A; A Importância das TICs na sociedade atual. www.notapositiva.com/trab_estudantes/trab_estudantes/tic/10importanctic.htm. 22 de março de 2012.
2. IDIE: Av. Brig. Faria Lima, 1188 - 3º andar. - SP - Brasil: 55 11 3035-196. idietic@oei.org.br. http://www.oei-idietics.org/spip. php?Rubrique3&lang=pt_br#. 22 de março de 2012
3. FUJITA.Oscar Massaru; Do Presencial Tradicional ao Virtual:
Planejamento e Mudanças de Postura ; Abril 2007;http://iesb.blackboard.com/bbcswebdav/courses/PDG141-500152/presencial_virtual.pdf. 24 de março de 2012.
4. Curso Mídias na Educação em 2011; A importância das TICs na Educação. http://www.youtube.com/watch?v=Fyrfb_HWSHw&feature=player_embedded. 24 de março de 2012.
Raimundo Nonato Nery de Sousa Pedagogia.
Comentários do aluno : As maneiras ou as metodologias que a nova humanidade descobriu para transmitir informações constituem uma das maiores descobertas da nova sociedade que respeita o meio ambiente, preservar a vida e difunde a cultura de paz entre os povos. Da primitiva sociedade oral à sociedade hipermidiática, a humanidade vem se tornando, cada vez mais, dependente das tecnologias da informação e da comunicação. A preponderância dos sistemas midiáticos, a comunicação por satélites e as redes de computadores fez surgir uma nova economia e um novo conceito de sociedade, a sociedade planetária, que têm exigido dos sistemas educacionais; a formação de um cidadão do/para o mundo, capacitado a empregar os recursos infotelecomunicacionais para a aquisição e construção de conhecimento. Tentei fazer uma junção interativa acerca dos temas abordados no vídeo e na apostila, apresentei alguns aspectos relacionados aos problemas que a escola enfrenta para integrar e interagir a tecnologia e pedagogia de forma a atender as exigências da nova sociedade pós- moderna e os interesses da nova humanidade pós-moderno, enquanto lida com as mudanças de paradigmas desencadeadas pelas novas tecnologias da informação e comunicação e as dificuldades dos professores para utilizar os computadores como ferramenta capaz auxiliar a transmissão de conteúdos e interagir o ensino- aprendizagem como processo atraente e capaz de despertar o interesse dos alunos e se comprometer com protagonistas do processo histórico atual.
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