Tenho como Ethos Evolutivo( ECOCIDADANIA): Comprometimento com a promoção do direito e da cidadania; difusão eficaz da valorização das pessoas excluídas pela minoria detentora do poder transnacional (ECOEDUCAÇÃO), manipuladora dos projetos socioambientais de inclusão educacional; execução de ações transformadoras, focada no marketing proativo; discernimento ético evolutivo libertário; consciência democrática participativa compartilhada; justiça e fé salvífica ontem, hoje e sempre( ECOPEDAGOGIA).
sexta-feira, 11 de maio de 2012
DIVERSÃO COM TEATRO DE BONECO: CRIATIVIDADE
Teatro de Bonecos
Por Ana Lucia Santana
A história do Teatro de Bonecos é tão ancestral quanto à do próprio teatro tradicional. Esta arte já está presente entre os primitivos que, deslumbrados com suas silhuetas nas paredes das cavernas, elaboraram o teatro de sombras, visando talvez entretiver suas crianças. Desde então o Homem não estancou mais seu impulso criativo. Surgem os bonecos moldados com barro, desprovidos de junções, para posteriormente aparecerem os primeiros exemplares com a união de cabeça e membros.
O Teatro de Bonecos nasceu há muito tempo atrás, no Oriente, principalmente na China, na Índia, em Java e na Indonésia. Lá ele conquistou um status espiritual e era tratado com muita reverência. Os orientais consideravam estes bonecos como verdadeiros deuses, dotados de recursos mediúnicos e fantásticos. Eles eram criados com tamanha perfeição que se tornavam idênticos aos seres vivos, muitas vezes inspirados realmente em personagens reais.
Esta arte desembarcou na Europa através dos negociantes, logo se difundindo por todo o continente. Entre os gregos eles eram portadores de tamanha ousadia, que muitas vezes eram usados como ferramentas para se ironizar o Cristianismo. Os romanos herdaram este elemento cultural e muito contribuíram para seu aprimoramento e consequente disseminação.
No universo ocidental, ao contrário do Oriente, vê-se a razão humana tentando dialogar com o sagrado de forma rudimentar. Na era medieval esta arte foi alvo de intolerância religiosa, pois foi utilizado, nesta época, como um meio de evangelizar as pessoas. Ela era normalmente exibida durante as feiras livres nos burgos.
Em terras americanas, o Teatro de Bonecos chegou pelas mãos dos colonizadores, em meados do século XVI, na era das grandes descobertas. Desta forma este movimento cultural aportou no Brasil, mais uma vez como instrumento de doutrinação religiosa. Ele se consolidou no Nordeste, fixando-se especialmente em Pernambuco, sendo batizado na Paraíba como Babau. Através desta arte os artistas podem transmitir ao público sua mensagem impregnada de temáticas sociais
A graça do boneco está em sua associação de movimento e sonoridade, o que encanta e seduz principalmente o público infantil. O Teatro de Bonecos está sempre intimamente ligado ao entorno histórico, cultural, social, político, econômico, religioso e educativo. Em cada recanto do Planeta, por conta da diversidade cultural, ele recebe um nome distinto.
Na Itália encontra-se o Maceus, posteriormente substituído pelo Polichinelo; na Turquia, o Karagoz; na Grécia, as Atalanas; na Alemanha, o Kasper; na Rússia, o Petruska; em Java, o Wayang; na Espanha, o Cristovam; na Inglaterra, o Punch; na França, o Guinhol; nos Estados Unidos, o Mupptes; e no Brasil, o Mamulengo.
O Teatro de Bonecos ganha existência nos palcos por meio do movimento das mãos do ator que o manipula, narra as histórias e transcende a realidade, metamorfoseando o real em momentos de magia e sedução. Mas ele também tem um alto potencial educativo, podendo se converter em poderoso instrumento nas mãos de um bom educador.
Fontes:http://www.infoescola.com/artes/teatro-de-bonecos. 09de maio de 2012.09h50min
Diversão com fantoches na escola
Após resultados positivos, os bonecos foram considerados uma ferramenta educativa importante por professores, diretores e os pais.
“Escolhi a personagem Verde Linda, que é um louva-a-deus meigo e tímido, porque é mais fácil de fazer sua voz e o sotaque. Já fiz um curso de teatro, mas é a primeira vez que tenho contato com um fantoche. Isso me ajudou a expressar os sentimentos. Às vezes, dá certa vergonha, mas como você está atrás escondida, é possível se soltar bem mais.” (Paola Kolter, 14 anos, de Oizumi (Gunma)
Se para algumas pessoas os fantoches significam apenas diversão infantil, alunos e professores da Escola Professora Rebeca de Oizumi (Gunma) mostram que esses simples bonecos vão muito além desta idéia.
Desde maio, a professora Rubenita Oyaizu – que recentemente retornou ao Brasil – começou a ensinar os alunos a manipular os fantoches. Devido ao resultado acima das expectativas, os diretores da instituição pretendem dar continuidade às aulas de fantoches.
Para a diretora da escola, Rebeca Tavares Coutinho, os bonecos representam uma forma eficaz de ensinar as crianças. “Aproveitamos os fantoches para aplicar as matérias de forma lúdica. Com os fantoches os alunos aprendem mais a lição, eles aprendem com prazer”, avalia Rebeca.
Regis Tavares Coutinho, o diretor da escola, também considera o brinquedo uma ferramenta educativa importante. “O fantoche simplifica o trabalho dos professores. Ele mostra, por exemplo, o que pode e o que não pode ser feito. Assim, os alunos são conscientizados através dos fantoches.” Regis Tavares também participou das aulas, e inclusive, fez uma apresentação de um personagem. “Outro detalhe interessante é que com os fantoches tive uma aproximação maior dos alunos”, aponta Regis
Os brinquedos conquistaram os alunos e até mesmos os pais dos jovens. “Minha mãe gostou da minha participação das aulas porque eu parei de jogar cartas e comecei a fazer outra coisa”, comenta o aluno Cássio Nakayama, 13 anos, de Oizumi (Gunma). A mãe de Kelvin Oliveira, 14 anos, de Ota (Gunma), também fez um comentário semelhante. “Minha mãe disse que agora eu ia esquecer um pouco do futebol”, conta Kelvin.
Para Paola Kolter, 14 anos, de Oizumi (Gunma), as classes também despertaram o interesse de sua mãe. “Ela comentou que queria ver a apresentação. Além disso, as aulas de fantoche também trouxeram um aprendizado especial para cada aluno.
FONTE: http://gambare.uol.com.br/2008/09/09/diversao-com-fantoches-na-escola/09de maio de 2012.09h55min
História do Teatro de Bonecos
A Magia dos Bonecos
A magia da arte milenar do Teatro de Bonecos que encantam adultos e crianças é uma das mais remotas maneiras de diversão entre a humanidade. Registros dessa forma de expressão artística existem desde a Pré-História. A origem do Teatro de Bonecos remonta ao Antigo Oriente, em países como a China, Índia, Java e Indonésia. Por intermédio dos mercadores foi se dispersando para a Europa, inclusive sendo usado durante a Idade Média como instrumento de evangelização. Mas com o Cristianismo, durante a Renascença, o Teatro de Bonecos ficou abafado.
A expressão do boneco está no movimento, completado pelo som, e ambos incendeiam a imaginação, em especial das crianças. Exige, portanto, o uso do poder criador e a faculdade de transcender o mundo material.
O Teatro de Bonecos é uma síntese das artes e acontece dentro de um contexto histórico, cultural, social, político, econômico, religioso e educativo. É praticado em todo o mundo, assumindo fisionomias e espírito dramático bem diferenciado, dependendo da localização geográfica, tradições culturais, crenças e costumes.
Na América, o surgimento do Teatro de Bonecos aconteceu por volta do século XVI, época dos grandes descobrimentos, o que contribuiu muito para sua divulgação no mundo inteiro. Confeccionado muitas vezes, semelhante à nossa imagem, o boneco se torna um ser misterioso em torno do qual podemos construir um mundo.
No palco toma vida própria através das mãos do manipulador, conta história e transforma a vida numa magia que muitas vezes nos faz sair da realidade pelo seu grande poder de sugestão. Toda a sua expressão se concentra no movimento.
Para situá-lo no tempo e no espaço, dois fatores surgem: sua origem e sua importância na sociedade como agente na descoberta do mundo, por meio da arte. É uma síntese de um contexto histórico, cultural, social, político, econômico, religioso e educativo. Sob estes aspectos é que encontramos importantes tipos de Teatro de Bonecos no mundo: Petruchka (Rússia), Vidouchaka (Índia), Karagós (Turquia), Punch (Inglaterra), Guignol (França), Fantoccini (Itália), Mamulengo (Brasil) e Bunraku (Japão).
Além da Imaginação
O boneco, ser inanimado por princípio, no palco toma outras dimensões: voa contrariando as leis da física assumem as posturas mais extravagantes, mas não perde o caráter de familiaridade. Isto é, nos identificamos com eles.
A arte possui valores que a transcendem, atinge o universal eliminando barreiras de tempo e lugar. Assim, o Teatro de Bonecos oferece mil possibilidades a quem o descobre.
Nas mãos de um educador hábil o boneco é um instrumento de grande valor. Nem sempre a palavra é mais importante: os gestos e trejeitos do boneco transmitem informações ao espectador que o leva a interpretação e identificação imediata da mensagem. Sua eficácia é muito importante tanto para crianças como para os adultos.
Fonte: http://augustobonequeiro.wordpress.com/2007/04/14/historia-do-teatro-de-bonecos.09 de maio de 2012. 09h37mim.
OS BENEFÍCIOS DO USO DO TEATRO NA EDUCAÇÃO
As técnicas do teatro têm forte papel no desenvolvimento das atividades com as crianças ou até mesmo os adolescentes, pois com elas propiciamos que eles desenvolvam suas capacidades intelectuais como: a criatividade, a espontaneidade, a observação, a percepção, o relacionamento social, inatas no ser humano, e que são estimuladas ainda mais com o teatro.
Além do mais a arte de interpretar, ou seja, o teatro tem papel importante na vida das pessoas, pois conforme a lei que o ampara e as demais formas de artes, eles representariam o centro de todos os processos biológicos e sociais do indivíduo na sociedade e que se constituem no meio para se estabelecer o equilíbrio entre o ser humano e o mundo nos momentos mais críticos e importantes da vida, portanto, o teatro como as demais artes têm papel fundamental no desenvolvimento do ser humano, pois lhe traz muitos benefícios, como servir como uma válvula de escape na vida, além-claro de servir de entretenimento.
O teatro permite o compartilhamento do saber, das descobertas, das ideias, porque a encenação envolve tanto quem assiste quanto, principalmente, quem participa da peça, e que busca o entendimento do personagem, do contexto histórico, se for o caso de uma interpretação de uma obra ou fato histórico e/ou criação de uma história. Segundo Paulo Araújo, “o contato com a linguagem teatral ajuda crianças e adolescente a perder continuamente a timidez, a desenvolver e priorizar a noção do trabalho em grupo, a se sair bem de situações onde é exigido o improviso e a se interessar mais por textos e autores variados.” (Revista Nova Escola, ed. 170).
O teatro permite chegar ao ser humano de forma a tocá-lo no seu interior, deixando as marcas dos sentimentos expressados na peça teatral. Uma criança, por exemplo, consegue ter um aprendizado mais significativo vendo e participando de fatos, mesmo acontecendo em outras épocas, pois, o teatro permite essa vivência.
Dentro da sala aula o teatro é um recurso que possibilita infinitas formas de aprendizagem, podendo ser utilizado em todas as disciplinas além, das oficinas teatrais que se pode fazer dentro da escola. Com certeza o jogo teatral é um grande aliado do ensino-aprendizado, dando suporte para variadas construções desde âmbitos culturais até políticos, abrangendo todas as disciplinas, e nas escolas públicas há uma diversidade de crenças, de ideais, de realidades, de pluralidade, e é um dos melhores locais para se explorar, pois a troca de opinião possibilita uma enorme aprendizagem.
Conforme os estudos de J. Piaget, Vygotsky e Colem o teatro traz ao ensino vantagens no que diz respeito ao desenvolvimento cognitivo do aluno, na sua formação enquanto ser humano e o auxilia na perda de sua timidez, além de proporcionar as crianças o contato com as diferenças e com o trabalho em grupo, lhe ensinando o respeito à vez do outro, entre tantos outros benefícios de âmbito cultural e físico, pois com o teatro a criança desenvolve sua voz, seu olhar, seus gestos, movimentos, equilíbrio, flexibilidade, expressão corporal e verbal, ou seja, o trabalho com teatro além de ser prazeroso, é rico em benefícios à educação, e quem trabalha garante, não há quem não goste, pois sempre aprendemos e conhecemos melhor os alunos que estamos trabalhando.
ORIGEM DO TEATRO
Nos primórdios das civilizações primitivas, existiam crendices de que as danças e encenações eram favoráveis ao fortalecimento de poderes sobrenaturais para controle dos fatos do dia-a-dia, e utilizavam esses rituais para homenagear os deuses e os heróis da época, e na Grécia Antiga por volta do século IV a. Certos rituais era em honra ao Deus Dionísio – deus do vinho e da alegria, até mesmo por se tratarem de cerimoniais com muita dança e festividade.
O teatro é uma das várias formas de artes que existem assim como a dança, e tem muitos fins, como o entretenimento, o simples prazer de exercer alguma atividade artística ou de expressão corporal e, por que não a educação, seja ela apenas cultural ou não. No Brasil, a atividade de teatro no meio educacional se deu com os jesuítas que a utilizavam para catequizar os índios que aqui habitavam, e através dessa iniciativa a arte de interpretar começou a se dissolver nos ares da educação, sendo que hoje ele é utilizado para trabalhar as diversas áreas do conhecimento científico como a literatura, a história, o português, a língua estrangeira, a física e as demais áreas.
Essa arte tem um potencial de trabalho maravilhoso, pois além de trabalhar o corpo do aluno, ele age na mente e na alma deles, auxiliando suas relações, suas descobertas, sua postura entre outros.
Como veem essa arte além de ser uma forma de cultura, serve como ferramenta para auxiliar na construção do conhecimento dos alunos, por seu estilo alegre e descontraído faz com que os alunos ao se prepararem para encenar ou ver uma peça de teatro, construa seu conhecimento de forma mais alegre e com bom humor, sendo assim o aprendizado será lembrado por mais tempo e como algo bom que aconteceu.
TIPOS DE TEATROS
Existem várias formas de teatro, entre elas o teatro de máscaras, de fantoches, de varas, de sombras e a pantomima, esses tipos são ricos em qualidade e em materiais utilizados, pois podem ser feitos com material reciclado, assim como material comprado, mas é muito visto e é recomendado pedagogicamente que o professor utilize material reciclado, para além de trabalhar as questões do conteúdo da peça, irá trabalhar os aspectos ambientais e sociais com as crianças.
Teatro de Fantoches
As brincadeiras com fantoches permitem que a criança desenvolva a expressão oral e artística, pois os bonecos levam a criança sempre ao mundo da imaginação e do faz de conta. Já os alunos maiores (geralmente do ensino fundamental), usam o fantoche para expressarem seus pensamentos de uma forma mais livre. Contam suas ações, seus desejos, aventuras, reproduzem fatos e histórias lidas e ouvidas do seu dia-a-dia.
O teatro de bonecos também estimula a criança a desenvolver a potencialidade da voz porque de acordo com o personagem representado, a criança pode falar grosso, fina, imitar sons de bichos, de elementos da natureza como, por exemplo, chuva e trovoadas, abrindo momentos lúdicos e sensórios. Elas começam a adequar a voz às diversas situações aliando o ritmo vocal ao gestual. A criança ao ouvir aos mais diversos sons, ela provavelmente ouve com mais interesse o que os outros falam. Isso faz com que ela perceba a musicalidade de uma canção e o seu ritmo, sendo considerado um fator fundamental na educação da audição (sensorial).
Outro fato é que os bonecos confeccionados pelos alunos, mesmo que o professor participe da confecção, são mais adequados para o aprendizado do que os comprados prontos, pois quando eles mesmos criam os fantoches, passam a gostar mais deles unindo neste momento, três aspectos da educação: a expressão oral, a plástica e as emoções vivenciadas anteriormente. Para a confecção dos fantoches é utilizada vários tipos de material inclusive sucata, que pode ser um recurso muito bem aproveitado e sem custos para o professor e para a escola, pois pode ser trazido pelos próprios alunos, o que tornaria a atividade de confeccioná-los ainda mais interessante.
Tudo poderá ser aproveitado. Tachinhas, fita crepe, latas, sacos, esparadrapo, rolos de papel higiênico vazio, tintas, etc. Outro recurso é utilizar as próprias mãos como fantoches, não necessitando de um material elaborado. Basta desenhá-lo na própria mão com caneta esferográfica, carvão, tintas especiais, etc. O uso de várias cores tornará os bonecos mais alegres. Podem-se acrescentar acessórios às figuras enfeitando as mãos e os dedinhos das crianças. Como exemplo, lã, chapéu, meias, penas, etc. Outros tipos também são muito utilizados como mãos com luvas, costas das mãos, fantoches de copinhos, de meias, de garrafas e até mesmo de galhos de árvores e flores.
O professor deve incentivar os alunos a explorar todos os movimentos dos dedos, mãos e braços, criando uma atmosfera do conhecimento do próprio corpo. Para isso, a utilização de músicas populares, folclóricas ou clássicas é fundamental para que o trabalho com o fantoche seja desenvolvido, além do diálogo, desenvolvido entre os participantes.
Teatro de Varas
Este teatro é uma variação do teatro de fantoches. È considerado um fantoche de vara. Os bonecos são mais simples, mais baratos e de confecção mais fácil. Sua característica principal é ser sustentada por uma vara. Podem ser confeccionadas com cartolinas, bolinhas de isopor, de papel, colher-de-pau, palitos de churrasco, garfos vestidos com roupas de pano, palitos de picolé, copinhos de plástico sustentados por palitos.
O fantoche de cone é um tipo de boneco muito encontrado em feiras livres e circos populares, podendo representar uma figura humana ou um animal, geralmente sobre a forma de um palhaço ou pierrô. É uma variação do fantoche de vara, basta segurá-los pela vareta e dar-lhes o movimento de acordo com a situação.
Pantomima
A pantomima pode ser considerada um jogo teatral que é realizado por cenas de ação dramática que se caracterizam por explicação da ação através do gesto. Podemos exemplificar essa afirmação através deste exemplo: a primeira atividade proposta foi a de arrumar uma casa; os elementos foram entrando e ordenando aos cantos da casa, e ao final cada um estava fazendo alguma coisa - ou lendo um livro, ou cozinhando, ou escutando música.
A atividade do segundo jogo era colocar água num copo e bebê-la. Mas, assim que subiram mais jogadores ao palco estourou-se a disputa pela água. No terceiro jogo, a atividade era tocar um instrumento, e os jogadores subiam ao palco tocando cada um seu instrumento, até que um dos participantes regeu a orquestra, que passou a existir em função do estabelecimento de uma ordem mais ampla, fixando uma relação lógica da cena. Algo mais próximo ao jogo da atividade foi atingido quando um dos jogadores subiu ao palco e propôs atividades de “tecer”.
Mas ainda que o grupo elaborasse uma cenografia, configurando uma oficina de tecelagem, na qual eram desenvolvidas as mais diferentes atividades, desde dobrar panos até crochê ou costura a máquina. Somente numa fase posterior, quando voltamos ao jogo da atividade, o grupo manteve o foco solicitado pelo jogo.
Quando o foco na atividade foi descoberto pelo grupo, houve seleção e detalhamento no gesto, o que provocou uma modificação na atuação. Em comparação com o primeiro momento, quando há disputa pela água gerava um clima quase frenético, demonstrando a preocupação de fazer alguma coisa no palco, o segundo revelava um relaxamento de tensão, o que favorecia o surgimento de ações improvisadas. As imposições individuais e a linearidade da narrativa cederam lugar à autenticidade do jogo.
Pantomima resume-se ao: Uso de caricaturas, Dramatização (exemplo: Charles Chapem); Uso de características fortes sem uso de palavras, Ás vezes tem um contexto social, Usado muito em aulas de teatro, Tem como objetivos: diversão, socialização, coordenação motora e aprender a usar o corpo como um todo.
Teatro de Máscaras
As crianças gostam muito de vestir máscaras, principalmente de super-heróis que elas veem na TV. O importante é deixar que elas confeccionassem as máscaras em sala de aula ou no pátio da escola.
Para a confecção, podem-se usar sacos de papel, cartolinas, tecidos, tintas, pratos de papelão, jornal, material de sucata, etc. Esta atividade não é difícil de ser executada e será prazerosa para as crianças, pois elas poderão representar uma história com um material que elas mesmas elaboraram, pois estarão criando e recriando à sua própria dialética.
O teatro de máscaras promove a recreação, o jogo, à socialização, melhoria na fala da criança, desinibirá dos alunos mais tímidos.
Quando o trabalho em aula exigir o uso da palavra, a máscara a ser utilizada é aquela que cobre os olhos e o nariz deixando a boca livre, permitindo que a voz saia clara, exibindo a sua expressão verbal. As crianças representando com o rosto oculto, se permitem viver o enredo dos próprios personagens e o cotidiano social a que pertence.
Teatro de Sombras
Este tipo de teatro ainda é pouco conhecido no Brasil. É uma atividade muito divertida que estimula a criatividade da criança.
Para realizar o teatro de sombras é necessário ter como material: uma fonte luminosa, uma tela (ou um lençol bem esticado) e silhuetas para serem projetadas.
As lâmpadas indicadas são as de 40 ou 60 watts, transparentes, dentro de latas de óleo para possibilitar a concentração da luz.
A tela deve ser de um tecido totalmente branco e não transparente.
Como silhueta, podem-se usar fantoches de varas recortados em papel cartão, cartolina ou papel grosso. Pode-se também utilizar outros objetos. Os fantoches movimentam-se atrás do papel, projetando a sombra. As crianças ficam atrás do palco interpretando a história, participando na movimentação dos bonecos, além de poderem confeccionar o material do teatro.
Outra atividade relacionada ao teatro de sombras são as sombras feitas através das mãos onde se projetam com elas, as sombras numa parede, formando figuras de animais em movimento como abrindo e fechando as asas, a boca, mexendo as orelhas.
Cada aluno cria as mais diversas figuras, compara-as com as dos colegas, fala sobre as sombras projetadas.
O teatro de sombras proporciona o desenvolvimento da criatividade e da motricidade das mãos na criança, importante no período da pré-escola e da alfabetização.
Para que aconteça o teatro de sombras com as mãos, é necessário que o ambiente esteja escuro, iluminado somente com uma lâmpada ou uma vela acesa.
FONTE: http://wwwpaulofreire.blogspot.com.br/2009/10/teatro-na-escola.html.09de maio de 2012.10h00min.
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